quinta-feira, 30 de agosto de 2018

«A rua fica mais bonita quando ela passa.»


«A rua fica mais bonita quando ela passa.»


Esta frase escrita não tem o mesmo encanto de quando é dita por um velho balzaquiano, solteirão por acaso e namoradeiro por vocação, quando assiste à passagem de uma jovem, sempre bem "abonecada".

O Carlos Alberto gosta de mulheres, especialmente das bonitas, dos 16 aos 70, menos e mais que isso não lhe merecem atenção, por serem mulheres a menos e mulheres a mais (a expressão é dele...).


sábado, 28 de julho de 2018

Voltar ao Lugar do "Crime"...


As frase feitas e a sabedoria popular também se enganam.


Deve ser por isso que não lhes dou grande importância.

Por um mero acaso descobri onde estavas e o que fazias.

Decidi aparecer, fazendo-me de novas, criando um acaso, algo que fazemos mais vezes do que dizemos e até pensamos...

Foste uma surpresa agradável. 

Estavas mais madura (muito mais...), mas havia dentro do teu olhar a menina que brincava comigo aos pais e às mães, na escada enorme em vê que nos levava do quintal para a rua e da rua para o quintal.

Falámos sobretudo da infância, do nosso bairro, dos amigos comuns. Perguntámos um ao outro, o que seria daquela gente desaparecida, só dois ou três é que continuavam "vivos" no nosso quotidiano...

Trocámos e-mails, números de telemóvel e prometemos não deixar passar outros vinte anos, no próximo encontro...


sexta-feira, 29 de junho de 2018

Vale, Vale...


Agora já não vale a pena, disse ela...


Claro que vale sempre a pena, quando continuamos a gostar das pessoas e dos lugares.

A história de que não devemos voltar aos lugares onde fomos felizes é uma das maiores balelas que se vendem por aí.

Claro que quem gosta de comprar coisas, mesmo em "lojas" de gosto e ar duvidoso, é mais facilmente levado ao engano...

Pois, mas há ainda quem passe a vida a ser enganado, e continue militante...

sábado, 26 de maio de 2018

Não Saber como Dizer...


Sim, não sabia como te dizer.


Menos sabia se irias ficar feliz.

Ás vezes estarmos no mesmo estado civil oferece uma série de obstáculos.

A liberdade é tramada. Daí o meu medo de te dizer que caminhava a passos largos para a tua rua, a rua dos livres, mas também abandonados...

domingo, 29 de abril de 2018

As Voltas que a Vida Dá...


A vida dá sempre mais voltas que as que imaginamos.


Uma dezena de anos depois voltámos a encontrar-nos, no mesmo café que frequentámos. Não dizemos uma palavra, olhámos-nos com ligeireza e sem mostrar surpresas.

Pela companhia percebi que a vida te tinha dado um divórcio e um companheiro novo (apenas no teu uso, pois aparentava mais idade que o Daniel...), com pouco cabelo e alguma displicência no vestir. Tu pelo contrário, mantinhas a elegância habitual.

É bom quando não há dramas nem olhares mortiços nos reencontros. Deixámos de nos ver porque quisémos, bastou evitarmos algumas ruas e cafés, por uns tempos...

quinta-feira, 29 de março de 2018

Olhar para Ti...


Acordar a teu lado e ficar a olhar e a pensar, no que passou e no que ainda há-de vir.


Continuas a ser diferente, pelo menos se pensar na maior parte das mulheres, talvez por não seres jogadora.

Somos parecidos. E o mais curioso, é que nos entendemos, melhor do que se fossemos um casal tradicional.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Estavas...


Estavas irritada e pensativa.


Mesmo assim continuavas bonita.

Fingi que estava distraído, porque era preciso passar ao lado do nosso tempo...

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Novo Ano...


O novo ano finge que é diferente dos outros.



Mas depois, percebe-se que é tudo igual, se esquecermos as marcas no corpo, a mudança da cor do cabelo, a paciência para aturar alguns outros, que se revelam aos nossos olhos, ligeiramente mais estúpidos e chatos.

Pelo caminho podemos mudar de rua, de café, de bairro e até de cidade...

E experimentar a ilusão de que é possível voltar a viver uma vida nova.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Às Vezes Penso em Ti...


Sei que vens cá.

Só não sei com que frequência.


Às vezes penso em ti. É bom.
Até finjo acreditar que tu o teu corpo sabiam a mel.

Talvez te tenha usado mais que tu a mim.
Sonhaste mais que eu.
Normalmente é assim, vocês são de sonhar de fazer projectos.
Nós somos, ou pelo menos fingimos, que somos mais práticos.
Embora quando a "febre do amor" nos ataca,
as fragilidades e inseguranças venham todas ao de cima.

Foi isso que te aconteceu.
Foi isso que nos separou, irremediavalmente...

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Dizer Olá ao Inverno


Toda a gente finge pedir chuva.


Como se andar de chapéu pelas ruas fosse uma coisa doce, ou saltitar de poça em poça. 

Mesmo sabendo que brincar com esta água amarelada, em caminhos de terra, é uma das muitas possibilidades que temos de voltar à infância...

Claro que há quem goste do mar o ano inteiro. E quem o aproveite mais no Inverno que no Verão, pela sensação de liberdade e facilidade de comunicar com as ondas...

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Memórias que Não se Apagam...


Campos que desapareceram, onde corremos e rebolámos.


Ficou tudo cheio de chamas, provocadas por homens cruéis, que infelizmente mataram. Só não conseguem é apagar memórias...

sábado, 30 de setembro de 2017

O Final de Setembro...


O fim de Setembro sempre foi dramático para mim.


Foram vários os namoros (mesmo já na idade adulta...) que não resistiram ao final do Verão... Nunca consegui encontrar uma explicação razoável.

Talvez o "gostar" de parte a parte, não fosse suficiente forte para aguentar a ausência (normalmente não morávamos na mesma cidade...).

A partir de certa altura evitei namoros de Verão, apesar de nesta estação ser tudo diferente, tudo mais apetecível, mais aberto, mais paradisíaco. mais prometedor...