Não passo pela tua rua, de propósito.
O caminho é quase obrigatório, por que é o mais perto.
Mas gosto de te ver na varanda.
O dia corre logo melhor.
Não precisamos de palavras. Basta a troca de olhares.
E sim, é pouco, mas só isso, faz-me feliz...
"Se tivesse que me descrever, diria que sou uma pessoa à procura de palavras e que às vezes as encontra..." (Dinis Machado)
Não passo pela tua rua, de propósito.
O caminho é quase obrigatório, por que é o mais perto.
Mas gosto de te ver na varanda.
O dia corre logo melhor.
Não precisamos de palavras. Basta a troca de olhares.
E sim, é pouco, mas só isso, faz-me feliz...
É quase bizarro, ver o café vazio.
O medo tomou conta das nossas vidas.
Sinto falta das vozes das pessoas, do barulho das chávenas, dos passos para trás e para a frente das empregadas.
Sinto falta da confusão diária...
As pessoas dos bairros antigos nunca pensaram vir a sentir saudades dos turistas.
A pasmaceira tornou-se triste, o silêncio um pesadelo, as portas fechadas o princípio de qualquer fim...
As ruas continuam frias e desertas,
A estação estava deserta.
Eu? Fumei um cigarro antes de apanhar o último comboio...
Se existe uma festa da família no nosso calendário, ela é o Natal.
Tantas famílias separadas por uma ameaça terrível, que continua a matar por esse mundo fora.
É por isso que quase todos querem ter uma vacina eficiente, como presente em 2021...
Este inverno que se aproxima promete ser mais frio e "cavernoso", pelas razões que todos conhecemos, e sentimos...
O curioso é existirem tantos "santinhos" que foram capazes de acreditar na redenção dos humanos.
Tanta memória curta... Tanta gente esquecida que é nos tempos de guerra e miséria, que os ricos mais enriquecem. O mal dos outros costuma ser sempre a sua "fortuna"...
Nunca gostei de Outubro. E em 2020, ainda gosto menos...
Que falta me faz a normalidade, mesmo a de outubros passados.
Este Setembro do vento e do encurtar dos dias, deixou-me belas memórias...
Talvez a mais doce seja a Graça, com passeios pelos campos, idas à praia quase só para nós, e um amor, quase adolescente...
Os dias ficavam mais curtos, o pôr do Sol, que nos encantava, tanto à beira-mar, como no alto do monte, com uma vista esplendorosa para o mundo que nos rodeava.
E o vento soprava mais forte, levantava-nos os cabelos e refrescava os rostos queimados pelo sol e pelo sal do mar.