sábado, 8 de setembro de 2012

O Nosso Setembro


nosso Setembro trazia de novo a calmia à nossa praia, ao nosso mar.

Como ainda fazia calor, continuavas a andar pela velha casa amarela, com o mínimo de roupa possível, sem te preocupares com os mirones do outro lado da rua, que percorriam as janelas com os olhos colados a binóculos.


Eu não dizia nada. Acho que nem sentia ciúmes, mesmo dos homens que te olhavam mais tempo que a conta.
Era jovem e não pensava nessas coisas, muito menos em querer que fosses só minha...

Sempre que passo na velha casa amarela, lembro-me de ti. do teu olhar, do teu sorriso, do teu corpo e das tuas ideias mirabolantes, muito mais para a frente que as minhas.

É estúpido, parece que não sinto a tua falta, só sinto a falta do nosso Setembro...


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