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domingo, 11 de novembro de 2012
Tu e os Livros...
Foram os livros que nos uniram.
Gostei logo de ti, mas percebi que era quase invisível. A única forma que descobri de falar contigo foi sobre os livros que lias e trazias sempre a tiracolo, à espreita na mala.
Não me lembro do primeiro livro que despertou a nossa curiosidade, mas lembro-me do primeiro poeta. Foi o Zé Gomes, esse poeta militante...
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terça-feira, 15 de maio de 2012
A Solidão do teu Olhar
Olhei-te e fiquei parado alguns segundos, como se tivesse sido enfeitiçado pelo teu olhar.
Houve alguém que passou e simpaticamente deu-me um safanão, para que percebesse que estava parado no meio do passeio.
Estavas acompanhada, mas continuavas tão só. Quis muito entrar, agarrar-te o braço e devolver-te à vida, à rua.
Mas limitei-me a continuar a marcha, sem deixar de olhar para trás, como um adolescente perdido...
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
A Vida Amarga

A vida amarga,
não foi tua escolha,
muito menos a rua que te acolhe,
os lençóis de papelão,
ou os filhos que não conheces
e não te amam...
a vida amarga-te,
principalmente no Inverno
que te obriga a beber mais um trago
para esqueceres as dores nos ossos
e esse mal crónico que te arrefece o coração.
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sexta-feira, 17 de julho de 2009
O Postal do Sul

Pensava que já ninguém escrevia postais. Foi por isso que quase abri a boca de espanto quando recebi o teu postal.
Gostei das palavras e do cheiro que trazia impregnado. Estava lá o teu corpo e o mar...
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Era Mentira...

Tive um sonho terrível.
De repente sai para a rua e não descobri nenhum veiculo motorizado. Além dos eléctricos, apenas passavam bicicletas na minha rua...
Sorri e sentei-me nas escadas da entrada da casa.
Portugal agora era uma espécie de China. Até havia uns "táxis" a pedal.
O petróleo não só estava a preços proibitivos, como a sua venda era proibida.
O nosso país, finalmente, resolvera assumir a sua costela alternativa, tinha tudo o que os outros não tinham nas europas...
Claro que depois acordei e percebi que continuavamos a ser os "seguidistas" do costume.
Não é que quisesse viver na "china", mas sabia-me bem respirar numa cidade quase sem carros...
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sexta-feira, 13 de junho de 2008
Brindámos às Tuas Palavras

É verdade, Fernando.
Antes do almoço descemos ao "Martinho da Arcada", pedimos três moscateis e fizemos um brinde, encarnando os teus irmãos mais conhecidos.
Eu fiz de Bernardo Soares, o Flávio assumiu o papel de Ricardo Reis, o Joaquim foi naturalmente o Álvaro de Campos. Só faltou mesmo o Alberto Caeiro, porque o Luís, baldou-se ao almoço e ficou em Cacilhas.
Em tua honra, Fernando, prometemos continuar a ser umas "excelentes pessoas" e a divulgar a tua poesia, mesmo no botequim mais sarnoso.
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sexta-feira, 18 de maio de 2007
Uma Frase Por Semana (III)
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