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domingo, 23 de abril de 2023

Cravos, sonhos? não obrigado.

 Abril pode ter mais ou menos cravos.



Abril pode cheirar, ou não, a liberdade.

Abril pode ser esperança ou outra coisa qualquer...

Mas por favor, não me falem mais em sonhos de Abril.

Queria sim, mais realidade, mais democracia, mais igualdade.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Parece que já não há anos novos...


Por muito que nos esforcemos em pensar que sim, há muito tempo que já não existem anos novos.




É tudo ilusão, criada pelo esperto do inventor dos calendários.

Mas todos queremos pensar que sim, vamos mudar alguma coisa, nem que seja no cabeleireiro e no pronto a vestir. 

E também podemos mudar o móvel de sala para o lado oposto...

Vamos lá fingir que sim, que começa tudo de novo.


sábado, 17 de setembro de 2022

As "Cantigas de Bandido" são um Doce para as Mulheres...


Não. Aquilo não era música para os meus ouvidos. Foi por isso que me afastei.


Talvez existisse alguma verdade, na parte de que as mulheres adoravam ouvir boas mentiras, das que lhes  faziam festas ao ego, deixando-as a sorrir e a sonhar. Mas daí a gostarem de ser enganadas e maltratadas... ia um passo quase de gigante.

Sei muito pouco sobre as mulheres, para conseguir explicar alguns porquês. É por isso que dou poucos palpites.

Mas fico a pensar, que talvez sejam mais vulneráveis que nós, e por isso mesmo, se deixem "embalar" com mais facilidade, pelas "cantigas de bandido", quase sempre adocicadas...


sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Estar ou não Estar...


Quando tive "facebook" (três longos meses...) achei curioso, aparecer-me uma antiga namorada, quase do nada.


Não me assustou mas deixou-me intrigado.

Não foi por isso que deixei esta "rede" (com muitos buracos...), foi por nunca ter percebido bem o contexto onde estava, e também por me parecer tudo aquilo falacioso e pindérico.

Tanta gente a querer ser o que nunca foi...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Olhares Vagabundos...


Pediste-me lume.

Eu como todos os antigos amantes, ando quase sempre com uma caixa de fósforos no bolso.



Agradeceste.

Percebi que sonhavas acordava, estavas distante.

Foi por isso que imaginei que andavas por ali, a fugir, ou à procura, de um amor antigo...


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Estavas...


Estavas irritada e pensativa.


Mesmo assim continuavas bonita.

Fingi que estava distraído, porque era preciso passar ao lado do nosso tempo...

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Apartamento com Vista para o Sol


O orgulho do nome caiu em desgraça no fim da adolescência, quando começaram a gozar com a parte "da cunha", essa instituição nacional, que os alemães e suecos fingem ser uma invenção e prática dos povos sulistas.



Foi remédio santo. Cresceu e esqueceu o "da cunha", que só usa nas reuniões de famílias com pergaminhos, que sente serem uma coisa "a brincar". Sim, brincar aos ricos falidos, que vivem em apartamentos citadinos mas falam das quintas que nunca conheceram e das casas de verão.

Mesmo assim ela e as amigas continuam com as mãos cheias de aneis, que só não são verdadeiros porque cada vez há mais gatunagem nas ruas...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Um Chá e um Doce


Gostei de tomar chá contigo.


Gostei de dar a volta às nossas vidas, com um sorriso traquina.

Ficámos quase a saber os nossos segredos, quase.

Talvez seja da aproximação de ambos do que chamam idade da sabedoria.

E pensar que tudo começou ao vermos em silêncio, quase encostados, o filme de Nanni Moretti, capaz de dar motivos para tantas viagens pela vidinha nossa e dos outros...

terça-feira, 31 de março de 2015

O Corpo que se Tem e o que se Deseja


As modas são terríveis.


Sempre achaste que tinhas os seios pequenos e que devias fazer um implante.

Eu dizia-te que não, sem te convencer. Até me chamavas mentiroso.

Depois desaparecemos do corpo um do outro, mas sei que com o teu primeiro filho, ficaste com as maminhas com que sonharas.

Felizmente a natureza substituiu o bisturi.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

LIberdade a Tua


Tu és sobretudo Liberdade...


Na maneira como te sentas, na forma como te levantas, no jeito que sorris...

Pareces ausente e estás sempre cá.

Basta apenas sentir-te, em silêncio...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A Beleza e o Mistério da Noite


Esperava-te quase submerso no meio do nevoeiro, mas quando te via, aparecia, porque sabia que tinhas medo das surpresas que apareciam a cavalo da noite.


Durante anos fiz aquele caminho solitário, pois raramente me cruzava com quem quer que fosse.

Mas gostava de andar dentro da noite, de dizer olá aos candeeiros e de sonhar de olhos abertos.

Queria muito fazer um filme nocturno... com uma mulher como tu e também com bandidos, daqueles que usam armas de plástico...

Às vezes penso em ti, talvez por não saber em que Cidade habitas, que ruas percorres e etc.

domingo, 23 de setembro de 2012

A Beleza Dita Quase Tudo


Muitas mulheres não gostam das fotografias que transformam a mulher quase num objecto sexual.



Nós homens gostamos, sobretudo porque não resistimos à sua beleza e ao seu poder de atracção.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Aparição



Esperava um avião, quando me apareceste, como se fosses uma aparição.


Ia jurar que só trazias um casaco. Fechei e abri os olhos e vi que era o vestido que era demasiado justo e claro como a tua pele.

sábado, 30 de outubro de 2010


Fiquei por ali, a olhar para ti, quase hipnotizado.

Tentava distrair os olhos com outras estranhas beldades, mas eles só se colavam à tua imagem de princesa.

Por um momento olhaste fixamente para mim, à espera que eu desviasse os olhos.

Como se eu fosse capaz...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

No Dia em Que Pensaste Voar...


Lembro-me bem, pensavas que podias voar. Aliás, fingiste que pensavas que podias voar.
Não sabia se isso aconteceu por ser dia um de abril, dia das ditas, se por estarmos no aeródromo.
Mesmo assim fizeste umas tantas avarias, com a "ginga" que nos emprestaram.
Fiquei impressionado, quase que acreditei que podias voar...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ai Saudades

Ai Saudades...
Saudades do teu corpo leve como o tempo,
dos campos secos e brilhantes, onde corremos,
quase até ao infinito e
que contrastam com todo este mofo invernoso,
que sabe-se lá porquê, tem o poder de entrar dentro de nós
sem pedir licença...

domingo, 11 de outubro de 2009

Surpresa Eleitoral


Enquanto esperava à porta da escola, estava longe de pensar que ia ter uma surpresa na mesa de voto.
Estavas ali sentada, a folhear a lista dos eleitores, seguindo as ordens do "chefe de mesa".
Não sabia que eras ligada à política. Provavelmente andaste por aí, pelas ruas , com uma bandeira e a distribuir papeis.
Olhei-te a pores uma cruz na lista onde estava o meu nome.
Ficaste em vantagem, deixei de ser anónimo.

Antes de partir, desejei um bom dia a todos, com os olhos cravados em ti.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Era Mentira...


Tive um sonho terrível.

De repente sai para a rua e não descobri nenhum veiculo motorizado. Além dos eléctricos, apenas passavam bicicletas na minha rua...

Sorri e sentei-me nas escadas da entrada da casa.

Portugal agora era uma espécie de China. Até havia uns "táxis" a pedal.
O petróleo não só estava a preços proibitivos, como a sua venda era proibida.
O nosso país, finalmente, resolvera assumir a sua costela alternativa, tinha tudo o que os outros não tinham nas europas...

Claro que depois acordei e percebi que continuavamos a ser os "seguidistas" do costume.

Não é que quisesse viver na "china", mas sabia-me bem respirar numa cidade quase sem carros...

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Uma Imagem e Um Sonho


Encontrei esta fabulosa fotografia da Winona Ryder e achei que era capaz de ajudar a embelezar o meu Oceano...
O giro foi ela recordar-me a Rita, não pela beleza, mas pela "cola" que ela também tinha nas mãos.
Passámos férias deliciosas, com ela a enfrentar a lei das mercearias e dos minimercados, com pequenos furtos, tal como a Winona, apenas pelo desafio de furar a "segurança"...
A Rita hoje é advogada, mas não sei se está curada...

Acho que ainda te amo um bocadinho, Rita, pelo menos quando me lembro das nossas traquinices...