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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Começar de velho, a fingir que é novo...


Começar de velho, a fingir que é novo...


Em Janeiro é assim.

Manias dos humanos...


sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Passamos a vida a Espreitar...

 

Continuamos quase fechados.



Espreitamos mais vezes que o costume, à janela.

O medo continua à solta, vestido de vírus...


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A Mulher da Mesa Número Sete


Sentas-te na mesma mesa, sempre de livro aberto, mas com o olhar distante, muito para lá da janela grande, com vista para o desfile diário da rua movimentada.


Nunca falamos, nem com um simples cumprimento de cortesia. Mas quando nos olhamos, paramos mais que um segundo, e tentamos descobrir algo mais de nós, dentro do olhar. Passados os dois segundos desistimos e voltamos para a nossa tarefa, de ler e de escrever.

Aposto que quando ela me vê escrever, pensa que estou a escrever sobre ela. E às vezes é, como agora...

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Partiste sem te Despedir


Normalmente nós homens somos mais de partir sem nos despedirmos. Somos mais cobardes, amamos com mais distanciamento.



Só soube que tinhas partido dois dias depois, quando percebi que o teu quarto estava com os estores corridos e ninguém atendia o telefone fixo.

Contaram-me depois que te viram na estação a apanhares o comboio...

sábado, 8 de setembro de 2012

O Nosso Setembro


nosso Setembro trazia de novo a calmia à nossa praia, ao nosso mar.

Como ainda fazia calor, continuavas a andar pela velha casa amarela, com o mínimo de roupa possível, sem te preocupares com os mirones do outro lado da rua, que percorriam as janelas com os olhos colados a binóculos.


Eu não dizia nada. Acho que nem sentia ciúmes, mesmo dos homens que te olhavam mais tempo que a conta.
Era jovem e não pensava nessas coisas, muito menos em querer que fosses só minha...

Sempre que passo na velha casa amarela, lembro-me de ti. do teu olhar, do teu sorriso, do teu corpo e das tuas ideias mirabolantes, muito mais para a frente que as minhas.

É estúpido, parece que não sinto a tua falta, só sinto a falta do nosso Setembro...


terça-feira, 15 de maio de 2012

A Solidão do teu Olhar


Olhei-te e fiquei parado alguns segundos, como se tivesse sido enfeitiçado pelo teu olhar.


Houve alguém que passou e simpaticamente deu-me um safanão, para que percebesse que estava parado no meio do passeio.

Estavas acompanhada, mas continuavas tão só. Quis muito entrar, agarrar-te o braço e devolver-te à vida, à rua.

Mas limitei-me a continuar a marcha, sem deixar de olhar para trás, como um adolescente perdido...

sábado, 7 de maio de 2011

Fui Apanhado...




Estava no varandim a olhar para o teu decote, quando te viraste para cima e me fixaste.


Tentei disfarçar, sem jeito e sem vontade. Deu-me um ataque de humildade e fiz uma vénia, como se pedisse desculpa.


Depois andei uns metros e fiquei preso à janela, que não tinha Tejo mas Tamisa.