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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Às Vezes Penso em Ti...


Sei que vens cá.

Só não sei com que frequência.


Às vezes penso em ti. É bom.
Até finjo acreditar que tu o teu corpo sabiam a mel.

Talvez te tenha usado mais que tu a mim.
Sonhaste mais que eu.
Normalmente é assim, vocês são de sonhar de fazer projectos.
Nós somos, ou pelo menos fingimos, que somos mais práticos.
Embora quando a "febre do amor" nos ataca,
as fragilidades e inseguranças venham todas ao de cima.

Foi isso que te aconteceu.
Foi isso que nos separou, irremediavalmente...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Felizmente as Mulheres Ficam Bonitas Mais Tempo


Foi bom ver-te, mesmo que tenha sido num talho, onde entrei quase por entrar.


Observei-te com interesse, da mesma forma que vi o homem que te atendeu, quase babado.

Acho que sim, as mulheres conseguem segurar a beleza por cada vez mais tempo.
A sua independência também influi nisso. Os homens e os filhos deixaram de ser obstáculos para a manutenção do bom ar, da elegância.

Não falámos, provavelmente  porque o nosso conhecimento fez de conta que foi apagado nas nossas memórias.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

«Não. Não tenho carro.»


Menti. Gosto de mentir.


Disse à moçoila loura que não tinha carro, depois de uma tentativa frustrada de "engate".
Talvez sejam resquícios de uma educação machista, mas não gosto de mulheres descaradas, capazes de subirem a saia e baixarem o decote enquanto nos tentam seduzir.

Para ela depois me ver desaparecer  na viatura, ainda por cima bem acompanhado. Talvez tenha pensado que o carro era dela. Ou então ficou a saber que quando quero, sou mentiroso.

Não tenho pachorra para gente interesseira. Nunca tive. Agora a coisa está pior, está no negativo.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O Sol de Outono


O Sol de Outono ainda é capaz de nos aquecer o coração, se estivermos no lugar certo, à hora certa.


Só percebi que eras quase bonita, quando baixaste a guarda que te protegia do Sol. A tua mão cheia de anéis substituía os óculos escuros.

Continuei a andar e entrei no café. Seguiste-me os passos e não foste para muito longe nem ficaste de costas.

Trocámos olhares distraídos. Percebi que os teus olhos eram claros e estavas cada vez menos distante.

Tinha prometido a mim mesmo que não metia conversa com ninguém num café. Isso era coisa do século passado.

Infelizmente também deixara de ser permitido fumar nos lugares por onde me perdia. Foi por isso que nunca mais andei com uma caixa de fósforos no bolso. Tu devias fumar. Não sei porquê, mas descobri em ti algo que me dizia que eras uma fumadora.

Ainda peguei numa moeda, mas faltou-me a coragem para jogar "cara ou coroa"...

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Não Queremos as Mesmas Coisas


É óbvio que não queremos as mesmas coisas.


Já percebi que tens uma vida demasiado certinha. Ou então disfarças bem.

Embora já não esteja na idade da maluquice, não sou de ficar depois do jantar a ver a telenovela. Sou mais de fingir que vou passear o cão, um sujeito invisível que é capaz de me levar para lugares do caraças.

Talvez sejas demasiado "antiga" para o meu gosto. Ou então, simplesmente não te apetece sair do teu canto quente...

terça-feira, 23 de junho de 2015

De Quem Não me Esqueci...


Escrevo por aqui coisas sobretudo de quem não esqueci....
Umas de ontem e outras de quase hoje.


A idade dá-nos alguma serenidade.
E também sabedoria em relação ao mundo nosso e dos outros.

As pessoas mais difíceis são aquelas que levam mais porrada da vida e de quem não sabe amar. 
Tu estás nesses lado. Ainda não me contaste. Se calhar não vais contar. Mas ele fez-te mal, e não foi embora, ainda te assombra o coração.

Há tanta coisa que nos separa de vós, mulheres. Uma delas é a forma displicente com que tratamos as coisas do passado. Inventamos distracções para andarmos longe, mesmo que utilizemos bebidas fortes para mudarmos de continente. 

Mas fazes-me bem. Sorris e falas sem parar, daquilo que queres, claro. 

Se eu te fizesse assim tão bem, talvez não fugisses tanto...

domingo, 31 de maio de 2015

A Matreirice do teu Olhar


Tanta matreirice nesse olhar quente...



Fui disfarçando, fingindo alguma indiferença. Mas quando te deixei à porta de casa não resisti e puxei-te para mim e tentei provar-te a boca.

Fugiste e sobrou-me o pescoço que lambi, quase desolado. Sorriste-me agarrada às minhas mãos. Quase a dizer que quem manda és tu...

Eu sei, as mulheres mandam sempre, mesmo quando dizem não e quase que entram dentro de nós... 

Da próxima vez que nos encontrarmos vou-te dizer que somos velhos demais para sermos namorados, só nos resta mesmo ser amantes.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Os Encontros e os Desencontros


A vida é tão estranha. 


Sei que te podia encontrar em qualquer lugar, vinte anos depois.
Ou podia nunca mais te olhar.

Quando te vi, acompanhada, olhei-te nos olhos. Tu também. Mas não fui capaz de dizer nada. Tu também.
Mas era impossível esquecer-te, ali naquele lugar, naquele momento.

Foste a minha única namorada que era cobiçada por meio mundo. Alguns rapazes mais presos ao espelho, chegaram a desabafar não perceber o que conseguias ver em mim...

Nessa altura não pensava em nada muito sério. Queria apenas aproveitar o momento, partilhar contigo algumas das coisas boas da vida...

E agora estavas ali, em silêncio, a tentar não olhar para mim, sabe-se lá porquê...

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Ambições e Enganos


Pensava que tinha acontecido uma coisa e soube hoje que fora exactamente o contrário.


Depois da separação, ela andou um pouco à nora até aparecer um fulano vulgar, que a levou à certa. Pensava que ele devia ter dinheiro (e ele dizia que sim...), mas vim a descobrir que passou o tempo todo a viver à custa da mulher que fingia amar e a quem fez uma coisa do teatro, pediu-a em casamento, de joelhos, numa sessão pública (talvez para ser mais convincente), mas até os anéis de noivado foram pagos por ela (ele dizia que tinha as contas congeladas por o divórcio ainda estar a decorrer...).

Ela parecia-me esperta e pensei que estava a tentar ficar bem, até por continuar desempregada e saber que o subsídio não ia durar sempre...

Mas quando a história acabou, ficou com menos dinheiro que no seu início (até lhe pagou jantares e as flores que ele lhe oferecia), ou seja foi levada à certa.

Ele deve andar por aí, a fazer a corte a mais alguma mulher próxima do desespero, a quem oferece o ombro e mais qualquer coisa.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Dar de Beber à Dor


Bebias mais do que eu, muito mais.


Como a maior parte dos homens, não percebi logo aquela necessidade de dar de beber à dor.

Distracções que às vezes se revelam fatais...

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A Mulher da Mesa Número Sete


Sentas-te na mesma mesa, sempre de livro aberto, mas com o olhar distante, muito para lá da janela grande, com vista para o desfile diário da rua movimentada.


Nunca falamos, nem com um simples cumprimento de cortesia. Mas quando nos olhamos, paramos mais que um segundo, e tentamos descobrir algo mais de nós, dentro do olhar. Passados os dois segundos desistimos e voltamos para a nossa tarefa, de ler e de escrever.

Aposto que quando ela me vê escrever, pensa que estou a escrever sobre ela. E às vezes é, como agora...

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Nem Todas Eram de Plástico


Muitas quase que tinham selo do embrulho.


Não eram todas. 

Mesmo as que eram de plástico, não eram marionetes. Era apenas uma profissão, uma questão de sobrevivência.

Olhava-as e sabia que sofriam muito mais que nós, porque a beleza feminina continua a ter muito que se lhe diga.

Pelas conversas que ia escutando, percebia que o que há mais por ai são homens que olham para mulheres como meros objectos de satisfação visual. Normalmente andam com os bolsos cheios de notas.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Jogo de Sombras



Tu eras infinitamente mais bela nua dentro da penumbra do quarto, com a luz que aparecia da janela a fazer milagres.

Como eu gostava de te olhar e de te amar, a menos de média luz...


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Aquele Olhar era o Teu



Aquele olhar era o teu.

Lembrei-me de quando te despias ou vestias e eu ficava a olhar-te e tu dizias, «estás a olhar para onde?»

E eu dizia, «para a parede mais bela do mundo».

Acabámos a sorrir os dois, quase sempre abraçados e tudo o mais que acontecia ao nosso toque...

quarta-feira, 24 de abril de 2013

LIberdade a Tua


Tu és sobretudo Liberdade...


Na maneira como te sentas, na forma como te levantas, no jeito que sorris...

Pareces ausente e estás sempre cá.

Basta apenas sentir-te, em silêncio...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A Beleza e o Mistério da Noite


Esperava-te quase submerso no meio do nevoeiro, mas quando te via, aparecia, porque sabia que tinhas medo das surpresas que apareciam a cavalo da noite.


Durante anos fiz aquele caminho solitário, pois raramente me cruzava com quem quer que fosse.

Mas gostava de andar dentro da noite, de dizer olá aos candeeiros e de sonhar de olhos abertos.

Queria muito fazer um filme nocturno... com uma mulher como tu e também com bandidos, daqueles que usam armas de plástico...

Às vezes penso em ti, talvez por não saber em que Cidade habitas, que ruas percorres e etc.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Podia ser um Espelho


Um grupo de mulheres jovens, é sempre diferente de um de rapazolas.



A primeira diferença é estética. Nós rapazes normalmente somos demasiado distraídos para estarmos a seduzir minuto sim minuto sim.

Elas estão sempre em pose, sempre em imitação, sempre ao espelho...