Mostrando postagens com marcador Encontros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Encontros. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de março de 2025

Não sei mesmo...

 

Não sei quem tem a língua mais suja, se nós homens, se elas mulheres.


Numa mesa de homens é possível dizerem-se mais ordinarices, coisas mais parvas, mas é tudo superficial, em grupo, raramente vamos ao osso.

Numa mesa de mulheres as coisas são diferentes. Pode-se não dizer um palavrão, mas as conversas avançam para todo o lado, e muitas vezes de uma forma profunda.

É por isso que não sei quem suja mais a língua...


domingo, 24 de julho de 2022

Encontro Dentro da Noite


Nunca deixaste de fumar. Nunca deixaste de beber. Nunca deixaste de cantar.




As casas de fado era a tua primeira casa, mesmo que os teus país não o soubessem, pelo menos nos primeiros anos.

Gostei de te ver, vários anos depois. Gostei de te ouvir cantar, porque continuavas a irradiar paixão e emoção, pela canção de Lisboa.

Passaste por mim sorriste e mexeste no meu ombro, enquanto deixavas um "cartão-bilhete", na minha mão. 

Percebi os teus cuidados, estávamos todos acasalados na mesa, embora isso não significasse nada para mim. Podemos estar sozinhos, mesmo estando acompanhados...

Não sabias mas eu estava livre para ti...


quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

O Natal é Outra Coisa...

Se existe uma festa da família no nosso calendário, ela é o Natal.



Tantas famílias separadas por uma ameaça terrível, que continua a matar por esse mundo fora.

É por isso que quase todos querem ter uma vacina eficiente, como presente em 2021...


domingo, 23 de fevereiro de 2020

Raridades...


Quando as pessoas não se sentem confortáveis com a "pele" que lhes tentam colar, por cima da verdadeira, podem "fugir".


Sei que é raro. Mas há mais que um caso, de actrizes que deixaram de o ser, cansadas de tudo o que as rodeava.

A senhora que tive o prazer de conhecer, com o segundo nome da minha querida Margarida, falou-me da inveja e das patifarias que se faziam nos bastidores, por um papel...

Quando ouve falar em solidariedade, esboça sempre o sorriso. Por ser uma coisa que se fala muito e que se pratica tão pouco...

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Encontros Quase Diários


Passo à tua loja, quase todos os dias. A culpa é tua, pois ela fica no centro da cidade.



Já não trocamos os olhares de há vinte anos, mas percebemos que a indiferença ainda não chegou. Mas não voltámos a trocar uma palavra.

Nós humanos somos os animais mais estranhos que andam por aqui...

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A Nota na Mesa de Cabeceira...


Espero nunca chegar a tanto.


Antes de deixar o teu quarto, colocar uma nota na mesa de cabeceira.

Mas às vezes bem merecias. O que devia ser prazer, parece ser fardo. 

Talvez precises de um pires de tremoços ou pevides e depois a nota, que fazia parte das histórias do Juvenal e era sinal de adeus. 

Sim, se não sabes ficas a saber: uma nota de dinheiros, significa não voltar mais...

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

«A rua fica mais bonita quando ela passa.»


«A rua fica mais bonita quando ela passa.»


Esta frase escrita não tem o mesmo encanto de quando é dita por um velho balzaquiano, solteirão por acaso e namoradeiro por vocação, quando assiste à passagem de uma jovem, sempre bem "abonecada".

O Carlos Alberto gosta de mulheres, especialmente das bonitas, dos 16 aos 70, menos e mais que isso não lhe merecem atenção, por serem mulheres a menos e mulheres a mais (a expressão é dele...).


sábado, 28 de julho de 2018

Voltar ao Lugar do "Crime"...


As frase feitas e a sabedoria popular também se enganam.


Deve ser por isso que não lhes dou grande importância.

Por um mero acaso descobri onde estavas e o que fazias.

Decidi aparecer, fazendo-me de novas, criando um acaso, algo que fazemos mais vezes do que dizemos e até pensamos...

Foste uma surpresa agradável. 

Estavas mais madura (muito mais...), mas havia dentro do teu olhar a menina que brincava comigo aos pais e às mães, na escada enorme em vê que nos levava do quintal para a rua e da rua para o quintal.

Falámos sobretudo da infância, do nosso bairro, dos amigos comuns. Perguntámos um ao outro, o que seria daquela gente desaparecida, só dois ou três é que continuavam "vivos" no nosso quotidiano...

Trocámos e-mails, números de telemóvel e prometemos não deixar passar outros vinte anos, no próximo encontro...


domingo, 29 de abril de 2018

As Voltas que a Vida Dá...


A vida dá sempre mais voltas que as que imaginamos.


Uma dezena de anos depois voltámos a encontrar-nos, no mesmo café que frequentámos. Não dizemos uma palavra, olhámos-nos com ligeireza e sem mostrar surpresas.

Pela companhia percebi que a vida te tinha dado um divórcio e um companheiro novo (apenas no teu uso, pois aparentava mais idade que o Daniel...), com pouco cabelo e alguma displicência no vestir. Tu pelo contrário, mantinhas a elegância habitual.

É bom quando não há dramas nem olhares mortiços nos reencontros. Deixámos de nos ver porque quisémos, bastou evitarmos algumas ruas e cafés, por uns tempos...

sábado, 29 de julho de 2017

Envelhecemos Quase Só por Fora. E Ainda Bem!


Olhaste-me como se ainda fossemos adolescentes e não tivessem passado vinte e muitos anos.


Também gostei de entrar nesta tua "peça", ser a personagem que emparelhava contigo. Esquecer-me de tudo o que entretanto tinha vivido, uns dias bem outros mal.

Quem é que afinal pretendíamos enganar? Ninguém... Gostávamos sim, de puder trocar as voltas ao tempo, que nos trás cabelos cinzentos, rugas... e dores aqui e ali.

Quem bom sentir que as tuas mãos continuam macias. Talvez seja do creme que usas. Ainda bem. Quem bom beijar-te a fingir que só tinha dezoito anos e sentir algo meu a crescer e a tocar-te na barriga...

sábado, 20 de agosto de 2016

A Outra Itália...


O jantar era quase de família, embora estivesse longe dos velhos tempos.


Quando me chamaram a atenção de que estava a falar alto demais, lembrei-me dos meus "amigos italianos", do bom que é falarmos alto e com as mãos e os braços.

Não podia imaginar que fosse tão importante "o politicamente correcto" numa mesa de amigos e familiares, que uma mulher pudesse ficar tão incomodada com os "trogloditas" que falavam alto e ao mesmo tempo. Ainda por cima se chamava Giovanna (faz questão de assinalar que se escreve com dois enes).

Ainda estranhei mais quando ela começou a dizer maravilhas da cidade de Roma, quando se começaram a contar histórias de viagens...

Foi quando me lembrei que existem as itálias que quisermos, conversar é como fazer filmes ou escrever livros, cada um conta o que lhe apetece. 

segunda-feira, 9 de maio de 2016

O Álcool Dá Sempre Jeito, em Todas as Idades...


Não são só os adolescentes que precisam de utilizar o álcool como principal elemento de descontracção. 


Foi por isso que desculpei a tentativa de beberes mais que a conta, para conseguires enfiar-te na cama comigo.

Quando te disse que te preferia sóbria, sorriste quase sem jeito.

Só não estava à espera que me contasses muito mais que queria saber da tua vida. Em vez de ficar mais descontraído, senti-me estranho, quando disseste que há catorze meses que não estavas sozinha com um homem.

Fico a pensar que já não tenho idade para histórias difíceis, ou pelo menos finjo...

terça-feira, 12 de abril de 2016

Cartas que se Perderam no Tempo


Encontrámos-nos numa superfície comercial, eu com um carrinho de plástico pequeno e tu com dois grandes acompanhada pelo resto da família, um gajo e dois rapazes.

Olhámos um para o outro e trocámos um sorriso. Não sabia ainda quem tu eras, apenas que me eras familiar. Já num outro corredor, consegui recuar mais de vinte anos e oferecer-te um nome e tudo.


Estava na peixaria quando me apareceste por detrás, desta vez sozinha e com vontade de falar, enquanto as funcionárias tiravam as tripas e as escamas ao peixe.

Trocámos meia dúzia de banalidades até me disseres que ainda tinhas as minhas cartas guardadas na casa dos teus pais. Eu sorri, incapaz de dizer alguma coisa sobre a tua correspondência, que se perdera no tempo. Não sei onde estarão. Talvez em alguma caixa de papelão no sótão dos meus pais, se entretanto não viajaram para algum ecoponto.

Depois apareceram os teus filhos e voltámos a ser as outras pessoas que nos tornámos...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

És o Inverno (Aliás, Inverna...)


Telefonaste-me para eu aparecer, esquecida da chuva que caía.


Lembrei-te. Nada que te incomodasse. Disseste que havia chapéus para esse problema e botas de lona para as poças de água.

Obrigaste-me a sorrir, na tua urgência de me falares de uma coisa importante, daquelas que não se dizem ao telefone (sim eles gravam tudo, insististe tu).

E depois apareceste-me sem chapéu e sem botas... 

Talvez também precisasses de uma constipação.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O Sol de Outono


O Sol de Outono ainda é capaz de nos aquecer o coração, se estivermos no lugar certo, à hora certa.


Só percebi que eras quase bonita, quando baixaste a guarda que te protegia do Sol. A tua mão cheia de anéis substituía os óculos escuros.

Continuei a andar e entrei no café. Seguiste-me os passos e não foste para muito longe nem ficaste de costas.

Trocámos olhares distraídos. Percebi que os teus olhos eram claros e estavas cada vez menos distante.

Tinha prometido a mim mesmo que não metia conversa com ninguém num café. Isso era coisa do século passado.

Infelizmente também deixara de ser permitido fumar nos lugares por onde me perdia. Foi por isso que nunca mais andei com uma caixa de fósforos no bolso. Tu devias fumar. Não sei porquê, mas descobri em ti algo que me dizia que eras uma fumadora.

Ainda peguei numa moeda, mas faltou-me a coragem para jogar "cara ou coroa"...

sábado, 19 de setembro de 2015

É a Coltura Estúpido!


Às vezes penso que sou uma espécie de acompanhante cultural.


Telefonas-me e convidas-me para ir ao teatro, cinema ou à inauguração de uma exposição.
Sei que também já me convidaste para ir a um certo bar, e eu recusei.

Talvez devesse "pôr mais fichas"...
Não sei. Sabemos menos de nós e dos outros do que pensamos.

Embora já tenha chegado à conclusão que ser "guia cultural" pode ser menos prazenteiro, mas não deixa de ser também mais cómodo e barato.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Não me Apeteceu Responder-te


O sms era quase doce, nem parecia teu.


Acho que foi por isso que não te respondi.
Não és a única "croma" difícil...

Sei que às vezes as coisas acabam mal começam.  Pode parecer estranho, mas é o que acontece a todas as coisas que vêm de gente pouco normalizada.

Mesmo assim acho que não devemos mudar. 
Mudar para quê?

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Não Queremos as Mesmas Coisas


É óbvio que não queremos as mesmas coisas.


Já percebi que tens uma vida demasiado certinha. Ou então disfarças bem.

Embora já não esteja na idade da maluquice, não sou de ficar depois do jantar a ver a telenovela. Sou mais de fingir que vou passear o cão, um sujeito invisível que é capaz de me levar para lugares do caraças.

Talvez sejas demasiado "antiga" para o meu gosto. Ou então, simplesmente não te apetece sair do teu canto quente...

terça-feira, 23 de junho de 2015

De Quem Não me Esqueci...


Escrevo por aqui coisas sobretudo de quem não esqueci....
Umas de ontem e outras de quase hoje.


A idade dá-nos alguma serenidade.
E também sabedoria em relação ao mundo nosso e dos outros.

As pessoas mais difíceis são aquelas que levam mais porrada da vida e de quem não sabe amar. 
Tu estás nesses lado. Ainda não me contaste. Se calhar não vais contar. Mas ele fez-te mal, e não foi embora, ainda te assombra o coração.

Há tanta coisa que nos separa de vós, mulheres. Uma delas é a forma displicente com que tratamos as coisas do passado. Inventamos distracções para andarmos longe, mesmo que utilizemos bebidas fortes para mudarmos de continente. 

Mas fazes-me bem. Sorris e falas sem parar, daquilo que queres, claro. 

Se eu te fizesse assim tão bem, talvez não fugisses tanto...

domingo, 31 de maio de 2015

A Matreirice do teu Olhar


Tanta matreirice nesse olhar quente...



Fui disfarçando, fingindo alguma indiferença. Mas quando te deixei à porta de casa não resisti e puxei-te para mim e tentei provar-te a boca.

Fugiste e sobrou-me o pescoço que lambi, quase desolado. Sorriste-me agarrada às minhas mãos. Quase a dizer que quem manda és tu...

Eu sei, as mulheres mandam sempre, mesmo quando dizem não e quase que entram dentro de nós... 

Da próxima vez que nos encontrarmos vou-te dizer que somos velhos demais para sermos namorados, só nos resta mesmo ser amantes.