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sábado, 11 de outubro de 2025

Bebemos mais para esquecer que para recordar...


Bebemos mais para esquecer que para recordar.


Sempre foi assim.

Normalmente é o amor que nos faz beber para afogar a dor. 

A separação quando amamos a sério, é o pior que nos pode acontecer...

Entre os muitos disparates que fazemos, um dos maiores, é tentar afogar as mágoas nas bebidas fortes..


domingo, 24 de julho de 2022

Encontro Dentro da Noite


Nunca deixaste de fumar. Nunca deixaste de beber. Nunca deixaste de cantar.




As casas de fado era a tua primeira casa, mesmo que os teus país não o soubessem, pelo menos nos primeiros anos.

Gostei de te ver, vários anos depois. Gostei de te ouvir cantar, porque continuavas a irradiar paixão e emoção, pela canção de Lisboa.

Passaste por mim sorriste e mexeste no meu ombro, enquanto deixavas um "cartão-bilhete", na minha mão. 

Percebi os teus cuidados, estávamos todos acasalados na mesa, embora isso não significasse nada para mim. Podemos estar sozinhos, mesmo estando acompanhados...

Não sabias mas eu estava livre para ti...


quinta-feira, 23 de julho de 2020

Amália


Este é o teu mês, este é o teu ano.



A tua voz é única. Não há imitação que resista ao teu fado (sempre belo e triste)...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A Fadista da Moda


Já tive o prazer de ouvir a Carminho cantar ao vivo duas vezes.

Percebi que se fechasse os olhos, não ia dizer que era uma fadista com cara de menina, que cantava daquela forma.

Ela canta bem, mas não a consigo olhar como um fenómeno, como a grande fadista da moda. Talvez o problema seja meu.

Ou é então é de gostar da Ana Moura ou da Mariza.

domingo, 18 de maio de 2008

Fados do Futebol

Hoje é dia de se falar de Museus ou de Futebol.
Não ligo muito ao futebol.
É uma felicidade estar sentado no trabalho e não perceber patavina das conversas de segunda-feira, nem conhecer os jogadores que saltam para a mesa, a pedido da malta doente que até deve conhecer o nome dos apanha-bolas e massagistas das equipas.
A única coisa que nos une neste regabofe é o Pinto da Costa. Também não suporto a personagem. Faz-me lembrar aqueles beatos falsos, agarrados a deus, por quem são capazes de jurar e orar, com o ar mais cristalino do mundo.
Sei que sou mouro e não lisboeta para aquela gente, mas também lhes digo, antes mouro que morcão.
E estou farto dos fados do futebol.
Gosto muito mais de Museus.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Variedades Lisboetas


Passei pelo Parque Mayer, espaço de tantas promessas e abandonos.
Fiquei a saber que uma revista está prestes a estrear, com o João Baião e companhia...
Acabei a sorrir, ao pensar no Costa, no quanto deve estar arrependido de ter trocado o ministério pela honra de presidir a Capital.
Os laranjas não lhe perdoam a audácia e agora vão tentar prejudicá-lo ao máximo, com a estúpida maioria que conseguiram graças ao Santana, ou a uma contagem a rodar a fraude.
E Lisboa, continua adiada, imersa em todos estes fados, que não são acompanhados à guitarra, nem cantados pelos verdadeiros fadistas...

quinta-feira, 7 de junho de 2007

O Rei do Fado


Estava à minha janela, a sentir a brisa nocturna, quando ouvi uma voz rouca a cantar a "Viela", popularizada pelo "Ti Alfredo", a maior personalidade masculina do mundo do fado de Lisboa e do Mundo.

Um dos maiores orgulhos da minha vida foi ter ouvido cantar Alfredo Marceneiro, na festa dos oitenta anos do meu avô, de quem era amigo. Cantou apenas dois fados mas encheu toda a casa de emoção, com aquele seu jeito único de cantar a Canção de Lisboa.
Sempre foi filho da noite, nunca deixou de aparecer nas casas tipicas, para ouvir, conversar e por vezes, cantar... porque o fado foi sempre a sua vida.

Há vizinhos que se sentem incomodados por o senhor Ramiro utilizar na época alta o pátio interior da sua casa típica, para se cantar e ouvir o fado.
Eu, pelo contrário, acho delicioso poder estar à janela à ouvir as vozes masculinas e femininas que aparecem e me relembram histórias do passado, como esta do Rei de Fado...

quarta-feira, 16 de maio de 2007

A Canção de Lisboa


A Canção de Lisboa é definitivamente o fado.
Não o fado das grandes catedrais, mas sim aquele improvisado, com cheiro a castiço que ainda se houve em algumas tascas dos bairros mais tipicos da Capital.
Nunca esqueci as visitas que fiz na década de oitenta à "Mascote da Atalaia", no Bairro Alto, onde se ouviam vozes de todas as idades e tons, que apareciam e desapareciam pela noite dentro.
Nesta altura ainda existiam vários jornais no bairro e as prostitutas ainda seguravam os candeeiros, lançando convites marotos a quem passava na rua...