Estavas à minha espera.
Sentada com um livro na mão.
Foi mais tempo do que desejavas.
Mas recebeste-me com um sorriso e quase que agradeceste o atraso, por te ter permitido acabar de ler o romance que trazias há vários dias na mala.
"Se tivesse que me descrever, diria que sou uma pessoa à procura de palavras e que às vezes as encontra..." (Dinis Machado)
Estavas à minha espera.
Foi mais tempo do que desejavas.
Mas recebeste-me com um sorriso e quase que agradeceste o atraso, por te ter permitido acabar de ler o romance que trazias há vários dias na mala.
Hoje bebi mais do que devia.
Não foi por ser o mês de São Martinho, que o fiz. O mais curioso foi o sabor do vinho me ter recordado da primeira vez que bebi vinho tinto, quente, à volta de uma fogueira. Devia estar no começo da adolescência e penso que terá sido num daqueles madeiros que ficavam a arder do Natal até ao Ano Novo.
Mas não tenho certezas. Também não te vi a duplicar (como a imagem sugere).
A única certeza é de que o vinho tinto de hoje é quase todo ele poderoso, de 14 graus para cima.
Se as temperaturas não fossem tão altas como são nos nossos dias, Agosto era óptimo para se estar nas cidades.
Muita coisa mudou. E não foi só o calor...
A febre do turismo acabou com a ausência de pessoas.
O Agosto em Lisboa não é a mesma coisa. As multidões parecem ainda maiores, que nos meses normais. É só gente de calções e vestidos leves, que tiram mais retratos do que olham para as coisas...
Estamos em Novembro e o silêncio está a voltar novamente às ruas, para desânimo dos comerciantes.
Pensámos ir finalmente a Veneza.
Sabemos que as ruas voltaram a estar quase limpas de turistas.
Claro que a luz de Novembro não é a mesma de Abril ou Maio, mas não se pode ter tudo.
Este inverno que se aproxima promete ser mais frio e "cavernoso", pelas razões que todos conhecemos, e sentimos...
O curioso é existirem tantos "santinhos" que foram capazes de acreditar na redenção dos humanos.
Tanta memória curta... Tanta gente esquecida que é nos tempos de guerra e miséria, que os ricos mais enriquecem. O mal dos outros costuma ser sempre a sua "fortuna"...