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quarta-feira, 21 de maio de 2025

Estavas à minha espera...


Estavas à minha espera.


Sentada com um livro na mão.

Foi mais tempo do que desejavas.

Mas recebeste-me com um sorriso e quase que agradeceste o atraso, por te ter permitido acabar de ler o romance que trazias há vários dias na mala.


segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Não foi por ser São Martinho...


Hoje bebi mais do que devia.


Não foi por ser o mês de São Martinho, que o fiz. O mais curioso foi o sabor do vinho me ter recordado da primeira vez que bebi vinho tinto, quente, à volta de uma fogueira. Devia estar no começo da adolescência e penso que terá sido num daqueles madeiros que ficavam a arder do Natal até ao Ano Novo.

Mas não tenho certezas. Também não te vi a duplicar (como a imagem sugere).

A única certeza é de que o vinho tinto de hoje é quase todo ele poderoso, de 14 graus para cima.


quarta-feira, 16 de agosto de 2023

O Agosto em Lisboa já não é o mesmo...


Se as temperaturas não fossem tão altas como são nos nossos dias, Agosto era óptimo para se estar nas cidades.


Muita coisa mudou. E não foi só o calor...

A febre do turismo acabou com a ausência de pessoas.

O Agosto em Lisboa não é a mesma coisa. As multidões parecem ainda maiores, que nos meses normais. É só gente de calções e vestidos leves, que tiram mais retratos do que olham para as coisas...


sexta-feira, 19 de novembro de 2021

O Silêncio voltou às Ruas...


Estamos em Novembro e o silêncio está a voltar novamente às ruas, para desânimo dos comerciantes.

Pensámos ir finalmente a Veneza.



Sabemos que as ruas voltaram a estar quase limpas de turistas. 

Claro que a luz de Novembro não é a mesma de Abril ou Maio, mas não se pode ter tudo.


sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Um Inverno mais "Cavernoso"...

Este inverno que se aproxima promete ser mais frio e "cavernoso", pelas razões que todos conhecemos, e sentimos...




O curioso é existirem tantos "santinhos" que foram capazes de acreditar na redenção dos humanos. 

Tanta memória curta... Tanta gente esquecida que é nos tempos de guerra e miséria, que os ricos mais enriquecem. O mal dos outros costuma ser sempre a sua "fortuna"...


terça-feira, 25 de agosto de 2020

Agosto Diferente


Este Agosto tem menos sal.




Não que fosse proibido molhar os pés no mar, mas tudo mudou à nossa volta.
Mesmo sem querermos, acabamos por acompanhar as mudanças...

Em parte foi como se voltasse à infância em que as férias tinham mais campo que mar...

Tal como tu, também li muito, sobretudo romances.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Estar ou não Estar...


Quando tive "facebook" (três longos meses...) achei curioso, aparecer-me uma antiga namorada, quase do nada.


Não me assustou mas deixou-me intrigado.

Não foi por isso que deixei esta "rede" (com muitos buracos...), foi por nunca ter percebido bem o contexto onde estava, e também por me parecer tudo aquilo falacioso e pindérico.

Tanta gente a querer ser o que nunca foi...

sábado, 26 de outubro de 2019

Um "Postal Pedido"...


Escrevi um postal, coisa que não fazia há séculos.


Foi quase um "postal pedido", mas mesmo assim, gostei de escrever e de o colocar no correio.

O mundo mudou tanto, finge-se que é tudo mais fácil, mas é só mais um dos muitos logros deste tempo mentiroso.


sábado, 28 de julho de 2018

Voltar ao Lugar do "Crime"...


As frase feitas e a sabedoria popular também se enganam.


Deve ser por isso que não lhes dou grande importância.

Por um mero acaso descobri onde estavas e o que fazias.

Decidi aparecer, fazendo-me de novas, criando um acaso, algo que fazemos mais vezes do que dizemos e até pensamos...

Foste uma surpresa agradável. 

Estavas mais madura (muito mais...), mas havia dentro do teu olhar a menina que brincava comigo aos pais e às mães, na escada enorme em vê que nos levava do quintal para a rua e da rua para o quintal.

Falámos sobretudo da infância, do nosso bairro, dos amigos comuns. Perguntámos um ao outro, o que seria daquela gente desaparecida, só dois ou três é que continuavam "vivos" no nosso quotidiano...

Trocámos e-mails, números de telemóvel e prometemos não deixar passar outros vinte anos, no próximo encontro...


sexta-feira, 29 de junho de 2018

Vale, Vale...


Agora já não vale a pena, disse ela...


Claro que vale sempre a pena, quando continuamos a gostar das pessoas e dos lugares.

A história de que não devemos voltar aos lugares onde fomos felizes é uma das maiores balelas que se vendem por aí.

Claro que quem gosta de comprar coisas, mesmo em "lojas" de gosto e ar duvidoso, é mais facilmente levado ao engano...

Pois, mas há ainda quem passe a vida a ser enganado, e continue militante...

domingo, 29 de abril de 2018

As Voltas que a Vida Dá...


A vida dá sempre mais voltas que as que imaginamos.


Uma dezena de anos depois voltámos a encontrar-nos, no mesmo café que frequentámos. Não dizemos uma palavra, olhámos-nos com ligeireza e sem mostrar surpresas.

Pela companhia percebi que a vida te tinha dado um divórcio e um companheiro novo (apenas no teu uso, pois aparentava mais idade que o Daniel...), com pouco cabelo e alguma displicência no vestir. Tu pelo contrário, mantinhas a elegância habitual.

É bom quando não há dramas nem olhares mortiços nos reencontros. Deixámos de nos ver porque quisémos, bastou evitarmos algumas ruas e cafés, por uns tempos...

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Novo Ano...


O novo ano finge que é diferente dos outros.



Mas depois, percebe-se que é tudo igual, se esquecermos as marcas no corpo, a mudança da cor do cabelo, a paciência para aturar alguns outros, que se revelam aos nossos olhos, ligeiramente mais estúpidos e chatos.

Pelo caminho podemos mudar de rua, de café, de bairro e até de cidade...

E experimentar a ilusão de que é possível voltar a viver uma vida nova.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Dizer Olá ao Inverno


Toda a gente finge pedir chuva.


Como se andar de chapéu pelas ruas fosse uma coisa doce, ou saltitar de poça em poça. 

Mesmo sabendo que brincar com esta água amarelada, em caminhos de terra, é uma das muitas possibilidades que temos de voltar à infância...

Claro que há quem goste do mar o ano inteiro. E quem o aproveite mais no Inverno que no Verão, pela sensação de liberdade e facilidade de comunicar com as ondas...

sábado, 29 de julho de 2017

Envelhecemos Quase Só por Fora. E Ainda Bem!


Olhaste-me como se ainda fossemos adolescentes e não tivessem passado vinte e muitos anos.


Também gostei de entrar nesta tua "peça", ser a personagem que emparelhava contigo. Esquecer-me de tudo o que entretanto tinha vivido, uns dias bem outros mal.

Quem é que afinal pretendíamos enganar? Ninguém... Gostávamos sim, de puder trocar as voltas ao tempo, que nos trás cabelos cinzentos, rugas... e dores aqui e ali.

Quem bom sentir que as tuas mãos continuam macias. Talvez seja do creme que usas. Ainda bem. Quem bom beijar-te a fingir que só tinha dezoito anos e sentir algo meu a crescer e a tocar-te na barriga...

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Trás-os-Montes não é o Circo


É difícil começar a falar de um lugar que quase não conheço, porque sempre foi o mais longe do "meu mundo português".


O pai saiu de lá assim que pode, sem muita vontade de voltar.
Nem nunca passei lá as férias que devia, fui meia-dúzia de vezes à festa da aldeia e lembro-me de ficar todo lambuzado com os beijos das velhas, vestidas quase todas de negro.

Mesmo com todo este "desamor" fui capaz de defender todas as mulheres daquela região pobre, com problemas maiores que no Sul, por exemplo, por nunca se terem libertado do poder clerical. Isso aconteceu há uns bons vinte anos.
Estava numa sala de trabalho e uns "estrangeirados da treta" (continua a ver-se muito disso neste país, gente que gosta de falar do que não sabe nem conhece...) começaram a inventar factos, quando chegaram a Trás-os-Montes, encheram as mulheres de bigodes de pelos nas axilas e pernas.
Farto daquela conversa ordinária, perguntei-lhes se alguma vez tinham estado naquela região. Olharam uns para os outros e nenhum teve coragem de dizer que sim, de mentir.
Foi então que lhes disse que conhecia as mulheres de Trás-os-Montes e não tinham aquelas características. 
O silêncio só se quebrou quando eu acrescentei que a única mulher parecida que tinha visto foi num cartaz de circo e essa até tinha barba.

Lá voltaram os sorrisos, mesmo que alguns fossem amarelos.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A Minha Itália...


Não sei de onde veio esta minha maneira de ser mais próxima os italianos que dos portugueses.


Gosto de falar alto e de contar com a ajuda dos braços e das mãos. Não sei se isto tem alguma coisa que ver com a anedota que me habituei a ouvir desde a infância contada pelo pai, do italiano que caiu ao mar no Mediterrâneo e mesmo sem saber nadar conseguiu chegar a terra... Quando lhe perguntavam como se salvara, mexia os braços e dizia: «parlando, parlando...»

Mas acho que pior que falar alto e ser ajudado pelos braços e as mãos é a minha outra parte, este dizem que também é espanhola, de olhar com as mãos.

Quando gosto de uma mulher, gosto de a sentir, gosto de lhe mexer, de andar com as minhas mãos a descobrir curvas, mesmo que seja apenas nos ombros ou nos braços.

Muitas donzelas não gostam destes toques. Umas têm medo de "desafinar", outras acham que são "peças de fruta", para escolher apenas com os olhos...

Toda esta conversa me fez lembrar a Esmeralda, essa mulher diferente, que não é de ninguém e é de toda a gente, que gosta de ser pesada com os olhos e com as mãos...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O Verbo Fingir no Feminino


Nos primeiros tempos fingem-se modernas.


O problema é sempre o que vem depois. Volta-se ao antigamente, querem um compromisso. Afinal não acreditam nas "amizades coloridas"...

Tudo é posto em causa. Descobrem que querem um homem a tempo inteiro e não apenas nas horas mortas.
Falam de sinceridade, de fidelidade e outras coisas que rimam com verdade.

Quando já somos gente viajada, não nos incomodamos muito. 

Estamos fartos de saber que a mentira sempre foi meio caminho para qualquer coisa. de parte a parte.

Só elas fingem não saber que a partir dos trinta é proibido falar em inocência.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Um Chá e um Doce


Gostei de tomar chá contigo.


Gostei de dar a volta às nossas vidas, com um sorriso traquina.

Ficámos quase a saber os nossos segredos, quase.

Talvez seja da aproximação de ambos do que chamam idade da sabedoria.

E pensar que tudo começou ao vermos em silêncio, quase encostados, o filme de Nanni Moretti, capaz de dar motivos para tantas viagens pela vidinha nossa e dos outros...

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Não me Apeteceu Responder-te


O sms era quase doce, nem parecia teu.


Acho que foi por isso que não te respondi.
Não és a única "croma" difícil...

Sei que às vezes as coisas acabam mal começam.  Pode parecer estranho, mas é o que acontece a todas as coisas que vêm de gente pouco normalizada.

Mesmo assim acho que não devemos mudar. 
Mudar para quê?

quinta-feira, 30 de abril de 2015

O Tempo não Te Perdoou...


Olhei-te, primeiro na dúvida, depois na certeza. Eras mesmo tu.


Estava diferente. Quase ao contrário de quando te conheci.

Nesse tempo querias crescer, foi por isso que me trocaste por um homem mais velho...

Agora andavas com um rapazito que podia ser teu filho.

Não sei se foi a vida que não te ensinou quase nada, se foste tu, que lhe viraste costas...

Não tive pena de ti, não sorri, não abanei a cabeça. Lembrei-me apenas que são as aves que têm penas (e não as galinhas...).