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terça-feira, 5 de maio de 2026

As "Marias de Maio"...

Maio tem tantas coisas bonitas.


É fácil encontrarmos aqui e ali "Marias de Maio", porque a beleza ganha palmos de pernas, braços, e decotes, de gente que quer andar mais livre aqui e ali.

Não é só "andar", é também "sentir". 

Sim sentir o Maio a amadurecer...


segunda-feira, 20 de abril de 2026

Olá liberdade, olá beleza...

Abril é liberdade, frescura, beleza, cor...


Poderia continuar a festejar Abril, por ser um mês bonito, com a Primavera impor-se nos campos e nas ruas.


sábado, 14 de fevereiro de 2026

"Estás linda"

O cabelo curto fica-te muito bem.


Gostei também da ideia de desistires de pintar o cabelo.

Estavas quase irreconhecível.

Apeteceu-me agarrar-te, abraçar-te, beijar-te o cabelo... 

E sussurrar: "estás linda".


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Fomos quase amantes...

Tenho saudades do tempo em que quase fomos amantes.


Houve um período em que tivemos de escolher e... acabámos por seguir o caminho menos incómodo.

Há quem se encontre para satisfazer os seus desejos físicos num motel e há quem prefira encontrar-se antes num restaurante e comer uma refeição bem acompanhado...

Preferimos, uma, duas, três, quatro, cinco vezes... entrar em casas de pasto. Apesar dos nossos olhares e das nossas outras vontades, não quisemos dar o tal outro passo.

Não quisemos quebrar o encanto proporcionado por uma boa conversa, acompanhada de uma boa refeição. Estávamos de tal maneira habituados aquela forma de convívio, menos ardente, mas muito mais aberta, descontraída e alegre, que nunca demos o passo que chamam "seguinte".

Depois apareceu o covid e roubou-nos os restaurantes e as conversas... 

Quando tudo voltou ao chamado "normal", apareceram outras pessoas e perdemos o caminho que era só nosso.

Não te voltei a telefonar, depois de te desculpares com o trabalho e dizeres que depois conversávamos e nunca mais existir o tal "depois".

Mesmo que saiba que a água dos rios não anda para trás, contínuo com saudades do tempo em que quase fomos amantes...


quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Podia não falar de ti, mas não era a mesma coisa...

 

Foste embora mas deixas saudades, a quem gosta de sorrisos bonitos e de mulheres atrevidas.


Não sei qual foi a primeira vez que te vi.

Talvez fosse no "Aconteceu no Oeste". Talvez fosse num outro filme qualquer, menor. Não sei.

Sei que gostava de ti em todos os filmes, mesmo aqueles manhosos. 

Ainda bem que não eras muito selectiva...


quarta-feira, 20 de agosto de 2025

A canção do mar...

 

Entrámos naquela casa abandonada, para ter uma perspectiva diferente da praia e do mar.


Quando nos aproximávamos de uma das janelas, a mais larga e virada pra o mar, ficámos quase suspensos.

O mar da nossa praia era ruidoso, em qualquer estação. Era o mar mais conversador que conhecíamos.

Era por isso que não gostávamos de mares chochos, quase sem ondas e sem um barulho digno de um verdadeiro oceano.

Foi o que nos ficou da infância...


sábado, 12 de julho de 2025

O teu avental...

 

Era Verão e tu estavas no quintal.


Foi a primeira vez que te vi de avental.

Sorri para dentro. 

Quando te lembrei desta memória, no quintal da tua avó, sorriste e achaste que a minha memória era estranha.

Eu sabia disso.

Lembrava-me de coisas de que quase ninguém ligava...



sexta-feira, 13 de junho de 2025

A tua cara de caso...

 

Quando se falava da adolescência, fazias sempre cara de caso.


Não era coisa para recordar, os muitos dias passados fechada no quarto. Lias muito. 

Visitas? Eram raras. 

Apenas as primas.

Nunca percebeste o porquê daquela prisão, o medo que os outros tinham do mundo lá fora...



quarta-feira, 21 de maio de 2025

Estavas à minha espera...


Estavas à minha espera.


Sentada com um livro na mão.

Foi mais tempo do que desejavas.

Mas recebeste-me com um sorriso e quase que agradeceste o atraso, por te ter permitido acabar de ler o romance que trazias há vários dias na mala.


quarta-feira, 20 de novembro de 2024

O vinho de São Martinho e o teu olhar


Tínhamos quase dezoito anos.


Festejava-se o São Martinho, com uma fogueira, havia também uma caldeira enorme onde aqueciam vinho.

Havia tradições estranhas. Ainda há. Nunca conseguimos deixar de ser estranhos.

Fomos quase obrigados a beber aquela pinga quente, que eras capaz de dar a volta à barriga de qualquer um, desprevenido. Ou se insistissemos, num outro copo, ficarmos demasiado alegres.

Acho que só bebemos um copo.

Recordo apenas o teu sorriso iluminado pelo fogo, que te dava um ar mais selvagem, roubando-te a inocência que ainda possuias, enquanto fumavas um cigarro... 


sexta-feira, 5 de julho de 2024

E agora?


E agora?

Não me apetece ir à praia.

Comecei a gostar da praia no Outono e no Inverno e nunca mais me habituei a andar, de roupa interior, pela areia.

Não sei se é por já ter uma barriguinha e não ser o "adónis" dos vinte anos.

Mas acho que não. É mesmo por não me apetecer estar num lugar onde se ouvem mais as vozes das pessoas que o mar...

E gosto cada vez menos dos fulanos que ocupam toda a margem com chapéus de sol e nos cortam a vista das ondas...

Talvez esteja a ficar velho...


quarta-feira, 15 de maio de 2024

As ruas estão mais leves

 

As ruas estão mais leves.


As pessoas gostam de andar mais leves.

E ainda bem...



sexta-feira, 19 de abril de 2024

Abril é Abril...


Abril é Abril...


Com ou sem revoluções.

Tudo começa a florir, até os nossos corações...



sexta-feira, 15 de março de 2024

Tudo fica mais agradável aos olhos...

Chove. Faz Sol. 

Frio nem por isso.

É a Primavera que se aproxima... Tudo fica mais agradável aos olhos...


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

O vendedor de castanhas da esquina

 

As castanhas continuam a saber bem com o frio.


Mesmo que as maquinetas sejam diferentes e já não se embrulhem as castanhas, com as folhas das desaparecidas páginas amarelas, é como se andasse atrás no tempo. 

E nem o fumo é desagradável...


quarta-feira, 21 de junho de 2023

o calor e as ilusões...

 

O calor em excesso cansa, chateia, aborrece.



Até o amor fica para depois, quando a frescura chega, de madrugada.

Gosto do mar, mas não dele cheio de gente à sua volta.

Estou a ficar cada vez mais estranho. 

Não sei se pintar o cabelo resolve alguma coisa, me dá os anos que vou perdendo, aqui e ali.

Claro que sei que não resolve nada, mas nunca perdemos a mania de viver de ilusões, pequenas ou grandes...


sábado, 20 de maio de 2023

não sei quase nada de maio


 Não sei quase nada de Maio.



Não percebo de plantas e de flores.

Sei só que é um mês bonito, cheiroso, agradável.

Sim, em parte, isso basta-me.


quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Vende-se e Compra-se Tudo, com e sem saldos...

 

Nada muda em Dezembro.




Nem mesmo as músicas ou os barbudos vestidos de vermelho, cujo trabalho deve ser ligeiramente chato, por muito feliz que se seja.

Os ordenados são duplicados para ver se conseguimos gastar o triplo de outro mês banal.

Quem não gosta de presentes nem de ser empurrado para o que quer que seja, sente-se ligeiramente incomodado com um mês que dura cada vez mais meses (já são pelo menos três...).


quarta-feira, 23 de novembro de 2022

A Vida a Espaços pode ser Bela... espaços curtos, eu sei...

 

Ontem vi a "Bela da Aldeia".


Tinham passado mais de trinta anos. Curiosamente, continuava bela. a espaços. O meu primo disse que ela estava muito "estragada". Não concordei nada.

Mas eu era de outro mundo, gostava mais de rugas que de operações plásticas.

Olhámo-nos nos olhos por momentos e sorrimos. O homem que a acompanhava devia ser o marido. Também me olhou, mas sem sorrisos.

Depois viajei no tempo... Foi bom reencontrar-nos quando éramos mais inocentes e espontâneos.

A vida a espaços pode ser bela.... espaços curtos, eu sei...


quinta-feira, 23 de junho de 2022

Ingenuidades e Enganos...


Nos temos em que ainda era um rapaz ingénuo, fingia que o acaso se "fabricava"... Mesmo quando percorria os caminhos do regresso a casa da Carla e fingia surpresa, ao encontrá-la.



Carla que embora já tivesse um "amor proibido", por esta ou aquela razão, sorria de felicidade quando nos encontrávamos e fazia questão que a deixasse à porta de casa.

Naquele tempo não percebia porque razão alimentava as minhas esperanças para qualquer coisa. Mas era óbvio, que me usava...

O curioso, é que só o descobri, muito tempo depois.