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sexta-feira, 5 de julho de 2024

E agora?


E agora?

Não me apetece ir à praia.

Comecei a gostar da praia no Outono e no Inverno e nunca mais me habituei a andar, de roupa interior, pela areia.

Não sei se é por já ter uma barriguinha e não ser o "adónis" dos vinte anos.

Mas acho que não. É mesmo por não me apetecer estar num lugar onde se ouvem mais as vozes das pessoas que o mar...

E gosto cada vez menos dos fulanos que ocupam toda a margem com chapéus de sol e nos cortam a vista das ondas...

Talvez esteja a ficar velho...


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Às Vezes Penso em Ti...


Sei que vens cá.

Só não sei com que frequência.


Às vezes penso em ti. É bom.
Até finjo acreditar que tu o teu corpo sabiam a mel.

Talvez te tenha usado mais que tu a mim.
Sonhaste mais que eu.
Normalmente é assim, vocês são de sonhar de fazer projectos.
Nós somos, ou pelo menos fingimos, que somos mais práticos.
Embora quando a "febre do amor" nos ataca,
as fragilidades e inseguranças venham todas ao de cima.

Foi isso que te aconteceu.
Foi isso que nos separou, irremediavalmente...

sábado, 30 de setembro de 2017

O Final de Setembro...


O fim de Setembro sempre foi dramático para mim.


Foram vários os namoros (mesmo já na idade adulta...) que não resistiram ao final do Verão... Nunca consegui encontrar uma explicação razoável.

Talvez o "gostar" de parte a parte, não fosse suficiente forte para aguentar a ausência (normalmente não morávamos na mesma cidade...).

A partir de certa altura evitei namoros de Verão, apesar de nesta estação ser tudo diferente, tudo mais apetecível, mais aberto, mais paradisíaco. mais prometedor...

segunda-feira, 29 de maio de 2017

O Gosto de Sair Para a Rua Sozinha...


Não me incomodava por aí além essa sua mania pouco feminina de andar sozinha pela rua.


Mas era estranho o seu gosto de sair de casa e dizer que ia dar uma volta pelo mundo...

Chamava-lhe vagabunda e ela sorria. Outras vezes chamava-me e pedia-me para colar o meu corpo ao dela e dizer que a amava.

E depois partia...

Hoje seria uma maluquice muito mais perigosa, por que fomos perdendo as ruas...

terça-feira, 28 de março de 2017

Quando o Casamento é uma Prisão


O casamento é uma prisão.


Palavra de quem casou uma vez e ainda aguentou três anos de "cárcere".
Dia após dia, perdia mais um metro de liberdade.
Quando dei por mim, para beber uma cerveja com os amigos, tinha de mentir.

Até que um dia olhei-me ao espelho e dei um grito mudo: «CHEGA!»
E chegou.

Tenho tido vários relacionamentos, que  normalmente acabavam quando me começavam a "prender", quando me queriam transformar em mais uma "mobilia" de casa.

Talvez seja um desses casos que não nasceu para casar. 
É por isso que uma vez chegou.

Devo fazer menos sexo do que devia, mas não se pode ter tudo... embora a partir de certa altura do casamento, as dores de cabeça aumentem, e o corpo seja utilizado vezes demais como chantagem...

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A Minha Itália...


Não sei de onde veio esta minha maneira de ser mais próxima os italianos que dos portugueses.


Gosto de falar alto e de contar com a ajuda dos braços e das mãos. Não sei se isto tem alguma coisa que ver com a anedota que me habituei a ouvir desde a infância contada pelo pai, do italiano que caiu ao mar no Mediterrâneo e mesmo sem saber nadar conseguiu chegar a terra... Quando lhe perguntavam como se salvara, mexia os braços e dizia: «parlando, parlando...»

Mas acho que pior que falar alto e ser ajudado pelos braços e as mãos é a minha outra parte, este dizem que também é espanhola, de olhar com as mãos.

Quando gosto de uma mulher, gosto de a sentir, gosto de lhe mexer, de andar com as minhas mãos a descobrir curvas, mesmo que seja apenas nos ombros ou nos braços.

Muitas donzelas não gostam destes toques. Umas têm medo de "desafinar", outras acham que são "peças de fruta", para escolher apenas com os olhos...

Toda esta conversa me fez lembrar a Esmeralda, essa mulher diferente, que não é de ninguém e é de toda a gente, que gosta de ser pesada com os olhos e com as mãos...

domingo, 31 de maio de 2015

A Matreirice do teu Olhar


Tanta matreirice nesse olhar quente...



Fui disfarçando, fingindo alguma indiferença. Mas quando te deixei à porta de casa não resisti e puxei-te para mim e tentei provar-te a boca.

Fugiste e sobrou-me o pescoço que lambi, quase desolado. Sorriste-me agarrada às minhas mãos. Quase a dizer que quem manda és tu...

Eu sei, as mulheres mandam sempre, mesmo quando dizem não e quase que entram dentro de nós... 

Da próxima vez que nos encontrarmos vou-te dizer que somos velhos demais para sermos namorados, só nos resta mesmo ser amantes.

terça-feira, 31 de março de 2015

O Corpo que se Tem e o que se Deseja


As modas são terríveis.


Sempre achaste que tinhas os seios pequenos e que devias fazer um implante.

Eu dizia-te que não, sem te convencer. Até me chamavas mentiroso.

Depois desaparecemos do corpo um do outro, mas sei que com o teu primeiro filho, ficaste com as maminhas com que sonharas.

Felizmente a natureza substituiu o bisturi.