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domingo, 9 de março de 2025

Não sei mesmo...

 

Não sei quem tem a língua mais suja, se nós homens, se elas mulheres.


Numa mesa de homens é possível dizerem-se mais ordinarices, coisas mais parvas, mas é tudo superficial, em grupo, raramente vamos ao osso.

Numa mesa de mulheres as coisas são diferentes. Pode-se não dizer um palavrão, mas as conversas avançam para todo o lado, e muitas vezes de uma forma profunda.

É por isso que não sei quem suja mais a língua...


quarta-feira, 12 de junho de 2024

Coisas que se dizem e ficam para a vida...


Era adolescente. Não, com dezoito anos, já somos adultos. 

Ou pelo menos pensamos que somos...

Havia um filósofo no meu terceiro emprego, conhecido por todos como o "Dóctor", mesmo sem ter qualquer curso. 

Todos aqueles que tirou na ruas lisboetas, não contam...

Fazia-lhe confusão a minha inocência, foi por isso que me tentou educar e fazer um "bom malandro". 

Nunca o conseguiu, totalmente.

Mas nunca esqueço a sua máxima, curta mas tão verdadeira: "Não te esqueças, nunca. As mulheres querem é namorar, enquanto nós, queremos é foder."

Só não me contou que existam algumas boas excepções...


domingo, 23 de abril de 2023

Cravos, sonhos? não obrigado.

 Abril pode ter mais ou menos cravos.



Abril pode cheirar, ou não, a liberdade.

Abril pode ser esperança ou outra coisa qualquer...

Mas por favor, não me falem mais em sonhos de Abril.

Queria sim, mais realidade, mais democracia, mais igualdade.


domingo, 25 de abril de 2021

Abril é Esperança. Abril é Liberdade.

 

Abril é esperança. 

Sempre foi.



Não é por acaso que é o mês da Revolução, da Liberdade...


quinta-feira, 18 de março de 2021

O Medo, o Vazio...

 É quase bizarro, ver o café vazio.


O medo tomou conta das nossas vidas. 

Sinto falta das vozes das pessoas, do barulho das chávenas, dos passos para trás e para a frente das empregadas.

Sinto falta da confusão diária...


sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Quase Nada para Dizer...


As ruas continuam frias e desertas, 



os candeeiros são reflexos de solidão...

A estação estava deserta. 


Eu? Fumei um cigarro antes de apanhar o último comboio...


quinta-feira, 28 de março de 2019

A Mulher Trabalhadora...


«Queres subir?»

Não percebi. Nem à primeira nem à segunda.



Depois sim. Entendi...

A mulher andava por ali em busca de clientes.

Era tão normal. Quase sem tinta no rosto e sem um decote prometedor ou uma saia acima do joelho.

Quando a voltei a procurar, tinha desaparecido...


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

«A rua fica mais bonita quando ela passa.»


«A rua fica mais bonita quando ela passa.»


Esta frase escrita não tem o mesmo encanto de quando é dita por um velho balzaquiano, solteirão por acaso e namoradeiro por vocação, quando assiste à passagem de uma jovem, sempre bem "abonecada".

O Carlos Alberto gosta de mulheres, especialmente das bonitas, dos 16 aos 70, menos e mais que isso não lhe merecem atenção, por serem mulheres a menos e mulheres a mais (a expressão é dele...).


sexta-feira, 29 de junho de 2018

Vale, Vale...


Agora já não vale a pena, disse ela...


Claro que vale sempre a pena, quando continuamos a gostar das pessoas e dos lugares.

A história de que não devemos voltar aos lugares onde fomos felizes é uma das maiores balelas que se vendem por aí.

Claro que quem gosta de comprar coisas, mesmo em "lojas" de gosto e ar duvidoso, é mais facilmente levado ao engano...

Pois, mas há ainda quem passe a vida a ser enganado, e continue militante...

quinta-feira, 29 de março de 2018

Olhar para Ti...


Acordar a teu lado e ficar a olhar e a pensar, no que passou e no que ainda há-de vir.


Continuas a ser diferente, pelo menos se pensar na maior parte das mulheres, talvez por não seres jogadora.

Somos parecidos. E o mais curioso, é que nos entendemos, melhor do que se fossemos um casal tradicional.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Estavas...


Estavas irritada e pensativa.


Mesmo assim continuavas bonita.

Fingi que estava distraído, porque era preciso passar ao lado do nosso tempo...

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Novo Ano...


O novo ano finge que é diferente dos outros.



Mas depois, percebe-se que é tudo igual, se esquecermos as marcas no corpo, a mudança da cor do cabelo, a paciência para aturar alguns outros, que se revelam aos nossos olhos, ligeiramente mais estúpidos e chatos.

Pelo caminho podemos mudar de rua, de café, de bairro e até de cidade...

E experimentar a ilusão de que é possível voltar a viver uma vida nova.

terça-feira, 28 de março de 2017

Quando o Casamento é uma Prisão


O casamento é uma prisão.


Palavra de quem casou uma vez e ainda aguentou três anos de "cárcere".
Dia após dia, perdia mais um metro de liberdade.
Quando dei por mim, para beber uma cerveja com os amigos, tinha de mentir.

Até que um dia olhei-me ao espelho e dei um grito mudo: «CHEGA!»
E chegou.

Tenho tido vários relacionamentos, que  normalmente acabavam quando me começavam a "prender", quando me queriam transformar em mais uma "mobilia" de casa.

Talvez seja um desses casos que não nasceu para casar. 
É por isso que uma vez chegou.

Devo fazer menos sexo do que devia, mas não se pode ter tudo... embora a partir de certa altura do casamento, as dores de cabeça aumentem, e o corpo seja utilizado vezes demais como chantagem...

sábado, 15 de outubro de 2016

Às Vezes Apetece-nos Fugir, mas não Conseguimos...


Às vezes queremos fugir, mas não conseguimos...


Foi o que me aconteceu quando te vi sentada na esplanada, a carpir a solidão dos quarenta ou outra coisa qualquer. 

A última vez que conversámos ficámos assim para o chateado. Pelo menos nunca mais telefonaste ou fizeste-te aparecida nas ruas que percorriamos.

Acho que queria evitar qualquer cena triste, qualquer provocação, ou até agressão.

Nós humanos somos mesmo esquisitos. Ou estúpidos, parece-me que fica melhor.

Mas ainda bem que não mudei de passeio, porque assim que me viste sorriste, não sei de quê, mas era de qualquer coisa boa. E não da nossa última conversa. Acabei por beber o café na tua mesa. Não falei muito mas ouvi bastante. Precisavas muito de falar, de dizer mal de tudo e de todos (desta vez escapei...).

O mais estranho foi comportares-te como se nunca nos tivéssemos chateado, como se estivéssemos ali no dia anterior, com a mesma conversa de "partir isto tudo".

terça-feira, 12 de abril de 2016

Cartas que se Perderam no Tempo


Encontrámos-nos numa superfície comercial, eu com um carrinho de plástico pequeno e tu com dois grandes acompanhada pelo resto da família, um gajo e dois rapazes.

Olhámos um para o outro e trocámos um sorriso. Não sabia ainda quem tu eras, apenas que me eras familiar. Já num outro corredor, consegui recuar mais de vinte anos e oferecer-te um nome e tudo.


Estava na peixaria quando me apareceste por detrás, desta vez sozinha e com vontade de falar, enquanto as funcionárias tiravam as tripas e as escamas ao peixe.

Trocámos meia dúzia de banalidades até me disseres que ainda tinhas as minhas cartas guardadas na casa dos teus pais. Eu sorri, incapaz de dizer alguma coisa sobre a tua correspondência, que se perdera no tempo. Não sei onde estarão. Talvez em alguma caixa de papelão no sótão dos meus pais, se entretanto não viajaram para algum ecoponto.

Depois apareceram os teus filhos e voltámos a ser as outras pessoas que nos tornámos...

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O Sol de Outono


O Sol de Outono ainda é capaz de nos aquecer o coração, se estivermos no lugar certo, à hora certa.


Só percebi que eras quase bonita, quando baixaste a guarda que te protegia do Sol. A tua mão cheia de anéis substituía os óculos escuros.

Continuei a andar e entrei no café. Seguiste-me os passos e não foste para muito longe nem ficaste de costas.

Trocámos olhares distraídos. Percebi que os teus olhos eram claros e estavas cada vez menos distante.

Tinha prometido a mim mesmo que não metia conversa com ninguém num café. Isso era coisa do século passado.

Infelizmente também deixara de ser permitido fumar nos lugares por onde me perdia. Foi por isso que nunca mais andei com uma caixa de fósforos no bolso. Tu devias fumar. Não sei porquê, mas descobri em ti algo que me dizia que eras uma fumadora.

Ainda peguei numa moeda, mas faltou-me a coragem para jogar "cara ou coroa"...

domingo, 31 de agosto de 2014

Os Bilhetes de Papel Desaparecidos


Descobri uma caixa cheia de bilhetinhos antigos, alguns ainda da adolescência.


Nesses tempos não havia o SMS e muito menos a Internet e os e-mails.

Hoje estragam-se menos árvores, mas a magia das palavras desaparece mais rápido. A caligrafia é sempre mais romântica que as palavras de qualquer máquina...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Faz de Conta que é Janeiro...



Faz de conta que é Janeiro.

Que não tenho andado esquecido de olhar para o céu, para ver as "nuvens" bonitas, que nem sempre trazem chuva...


Nem mesmo quando te surpreendo pouco tempo depois de acordares, ainda despenteada e com as meias, que substituem os chinelos quando faz frio...


terça-feira, 8 de março de 2011

Aquecer o Frio


Olhei-as, quase despidas, e eu ali, de anorak, a esconder-me do frio e da chuva.

Havia ali ousadia, coragem, lata e vaidade...

Que grande Carnaval, no dia da Mulher...

domingo, 25 de abril de 2010

Tu Sim és Liberdade...


Tu sim és liberdade...
Em Abril ou em qualquer outro mês, dia ou ano...