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quarta-feira, 21 de julho de 2021

Os Nossos Olhos Só Vêm o que Querem Ver


A esplanada do café, que noutros tempos tinha um "iman" e puxava para as suas mesas que gostava de ler, escrever, pintar ou simplesmente de olhar.



Foi a explicação que deu à companheira, quando esta começou a fazer contas e a querer "mudar" a cidade e o país.

Não, aquelas pessoas não podiam entrar em estudos sociológicos. Era bom ver naquele raio de vinte metros, entre as 16 que ocupavam as várias mesas do café, ainda com distanciamento físico,  5 a ler jornais (mesmo que fosse o único jornal que se vê ler, mais dois desportivos...), três a lerem livros, as restantes a conversar, com a excepção de uma moça, dos seus trinta e alguns anos, que sozinha na mesa, viajava dentro do seu "smartfone".

Ela abanou a cabeça, que sim, realmente era leitura a mais para um país que prefere que lhe contem as notícias, na televisão e na rádio.


sábado, 20 de setembro de 2008

De Bom a Vilão

Não achava muita piada ao juiz Rui Teixeira, quando invadia a nossa casa, em todos os serviços noticiosos.

Nesse tempo fiquei convencido que não ia gostar de o encontrar na barra de tribunal.
Mas reconheci-lhe a coragem de desafiar tantos poderes, visíveis e invisíveis, de não se assustar com os nomes que iam surgindo, e alguns eram pesadões.
Quando o Pedroso foi preso, não sabia que pensar.
Havia jornalismo para todos os gostos, embora a maioria nos baralhasse as ideias.
Até essa altura nunca tinha reparado que o deputado não tinha barba e tinha uma voz efeminizada.
Também sabia que não tinham sido essas as razões da sua detenção.
A pouco e pouco, fui verificando que havia ali muita coisa estranha, à volta daquela gente do PS.
É por isso que não estranho que ele queira dinheiro do estado e que os amigos que estão no poder, aplaudam.
O Pinto da Costa também quer o nosso dinheirinho, o Valentim também quer receber algum, assim como a Fátima.
Só falta o Vale Azevedo pedir também uma indemnização, de Londres.
Entretanto o Juiz justiceiro tornou-se o Vilão da história.
E nós, em quem confiamos, na justiça coxa ou nos políticos mafiosos?

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O Jogo do Mata-Mata


Passo quase completamente ao lado do futebol, desde que descobri que a maior parte dos árbitros eram uns corruptos e que os jogos não passavam de uma farsa.
Percebi isto porque um dos meus amigos de infância é jornalista desportivo e costumava contar-me histórias impublicáveis, sobre os "jogos" e a "gente do futebol".
Graças à intoxicação informativa fui obrigado a saber que o "brasuca" que diz que «banco é caixa», tinha perdido a compostura, armando-se em pugilista, ainda por cima contra um gajo grande, sérvio.
Apesar do seu acto heróico, em defesa de um jogador pequenino, parece que está lixado!
Estará mesmo?
Pois... No futebol nunca se sabe...
Até porque estou a falar do homem que encheu o país de bandeiras (algumas ainda estão para aí, rotas e descoloridas, em varandins estranhos) e pôs os grunhos das tascas a cantarem o hino nacional. Razões mais que suficientes para achar que era uma boa oportunidade de ele partir para outras paragens...

Toda a gente estranhou as atitudes do homem que entende o futebol como um jogo do "mata-mata" e utiliza literatura de "guerra" para fortalecer o espírito dos seus atletas. Eu não. Estas atitudes de vender caro os pontos perdidos, está nos livros...

Claro que ele vai ficar, com ou sem castigo pesado. Porque ele o o futebol português, merecem-se, assim como todos os fans da "caixa".

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Uma Frase por Semana (I)


«Tenho a impressão de que, se o jornalismo fosse um pouco mais sério, o mundo seria mais sério.»

Sebastião Salgado, fotógrafo brasileiro


Eu também... e vocês?


A fotografia que acompanha o texto faz parte do álbum "Retratos de Crianças do Êxodo", de Sebastião Salgado.