segunda-feira, 29 de abril de 2019

Como Gosto do teu Olhar


Gosto da forma como pintas os olhos. E claro, da forma como me olhas.



Há uns anos, talvez dissessem que parecias uma "puta". Nada que te incomodasse.

Felizmente os preconceitos tem sido combatidos e vencidos, e hoje quase ninguém liga ao que se veste, ao que se pinta, ao que se calça.

quinta-feira, 28 de março de 2019

A Mulher Trabalhadora...


«Queres subir?»

Não percebi. Nem à primeira nem à segunda.



Depois sim. Entendi...

A mulher andava por ali em busca de clientes.

Era tão normal. Quase sem tinta no rosto e sem um decote prometedor ou uma saia acima do joelho.

Quando a voltei a procurar, tinha desaparecido...


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Olhares Vagabundos...


Pediste-me lume.

Eu como todos os antigos amantes, ando quase sempre com uma caixa de fósforos no bolso.



Agradeceste.

Percebi que sonhavas acordava, estavas distante.

Foi por isso que imaginei que andavas por ali, a fugir, ou à procura, de um amor antigo...


segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O Sol de Janeiro


O Sol de Janeiro não deixa de ser agradável.


Há mesmo quem aproveite a protecção das rochas para ficar ali, no seu solário natural, para manter uma cor de fazer inveja lá no trabalho.

Há até quem fique a pensar que ela foi de férias para os trópicos...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Quando os Animais Ocupam o nosso Lugar...


Há mulheres que são de tal forma carinhosas com os animais, que às vezes nos apetece ter "vida de cão" ou de "gato"...


Natália é uma dessas mulheres. Um de nós (pelo menos...) deixou-a de tal maneira desiludida, que não troca o seu cão, por nenhum de nós...

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A Nota na Mesa de Cabeceira...


Espero nunca chegar a tanto.


Antes de deixar o teu quarto, colocar uma nota na mesa de cabeceira.

Mas às vezes bem merecias. O que devia ser prazer, parece ser fardo. 

Talvez precises de um pires de tremoços ou pevides e depois a nota, que fazia parte das histórias do Juvenal e era sinal de adeus. 

Sim, se não sabes ficas a saber: uma nota de dinheiros, significa não voltar mais...

sábado, 27 de outubro de 2018

Há Mulheres Assim...


Não partilhava da mesma ideia do Orlando, mesmo não sendo um purista ou um poeta, capaz de dizer que todas as mulheres eram bonitas...



Também sei que a partir de certa idade, praticamos menos o "sexo pelo sexo". E sim, ela estava longe de ser o meu tipo. 

O pior era querer ser o que não era. Mas dai a ser uma "máquina de perder tesão"...

sábado, 29 de setembro de 2018

«Olá, tu por aqui...»


Há uma canção do Paulo de Carvalho, em que ele canta qualquer coisa como: "olá, tu por aqui...", eu poderia ter dito isso, mas não, preferi fitar-te, mais discretamente que tu, que deixaste o que estavas a fazer e ficaste por ali, quase um minuto a perseguir-me com o olhar.


Ainda por cima estava acompanhado e tive de levar com a pergunta do costume: "Quem é?"

Disse que a tua cara não me era estranha, mas não conseguia colar-te a nenhuma história, sem me preocupar, se estava ou não ser convincente.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

«A rua fica mais bonita quando ela passa.»


«A rua fica mais bonita quando ela passa.»


Esta frase escrita não tem o mesmo encanto de quando é dita por um velho balzaquiano, solteirão por acaso e namoradeiro por vocação, quando assiste à passagem de uma jovem, sempre bem "abonecada".

O Carlos Alberto gosta de mulheres, especialmente das bonitas, dos 16 aos 70, menos e mais que isso não lhe merecem atenção, por serem mulheres a menos e mulheres a mais (a expressão é dele...).


sábado, 28 de julho de 2018

Voltar ao Lugar do "Crime"...


As frase feitas e a sabedoria popular também se enganam.


Deve ser por isso que não lhes dou grande importância.

Por um mero acaso descobri onde estavas e o que fazias.

Decidi aparecer, fazendo-me de novas, criando um acaso, algo que fazemos mais vezes do que dizemos e até pensamos...

Foste uma surpresa agradável. 

Estavas mais madura (muito mais...), mas havia dentro do teu olhar a menina que brincava comigo aos pais e às mães, na escada enorme em vê que nos levava do quintal para a rua e da rua para o quintal.

Falámos sobretudo da infância, do nosso bairro, dos amigos comuns. Perguntámos um ao outro, o que seria daquela gente desaparecida, só dois ou três é que continuavam "vivos" no nosso quotidiano...

Trocámos e-mails, números de telemóvel e prometemos não deixar passar outros vinte anos, no próximo encontro...


sexta-feira, 29 de junho de 2018

Vale, Vale...


Agora já não vale a pena, disse ela...


Claro que vale sempre a pena, quando continuamos a gostar das pessoas e dos lugares.

A história de que não devemos voltar aos lugares onde fomos felizes é uma das maiores balelas que se vendem por aí.

Claro que quem gosta de comprar coisas, mesmo em "lojas" de gosto e ar duvidoso, é mais facilmente levado ao engano...

Pois, mas há ainda quem passe a vida a ser enganado, e continue militante...

sábado, 26 de maio de 2018

Não Saber como Dizer...


Sim, não sabia como te dizer.


Menos sabia se irias ficar feliz.

Ás vezes estarmos no mesmo estado civil oferece uma série de obstáculos.

A liberdade é tramada. Daí o meu medo de te dizer que caminhava a passos largos para a tua rua, a rua dos livres, mas também abandonados...