Tenho saudades do tempo em que quase fomos amantes.
Houve um período em que tivemos de escolher e... acabámos por seguir o caminho menos incómodo.
Há quem se encontre para satisfazer os seus desejos físicos num motel e há quem prefira encontrar-se antes num restaurante e comer uma refeição bem acompanhado...
Preferimos, uma, duas, três, quatro, cinco vezes... entrar em casas de pasto. Apesar dos nossos olhares e das nossas outras vontades, não quisemos dar o tal outro passo.
Não quisemos quebrar o encanto proporcionado por uma boa conversa, acompanhada de uma boa refeição. Estávamos de tal maneira habituados aquela forma de convívio, menos ardente, mas muito mais aberta, descontraída e alegre, que nunca demos o passo que chamam "seguinte".
Depois apareceu o covid e roubou-nos os restaurantes e as conversas...
Quando tudo voltou ao chamado "normal", apareceram outras pessoas e perdemos o caminho que era só nosso.
Não te voltei a telefonar, depois de te desculpares com o trabalho e dizeres que depois conversávamos e nunca mais existir o tal "depois".
Mesmo que saiba que a água dos rios não anda para trás, contínuo com saudades do tempo em que quase fomos amantes...

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