terça-feira, 21 de outubro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
A Mulher da Mesa Número Sete
Sentas-te na mesma mesa, sempre de livro aberto, mas com o olhar distante, muito para lá da janela grande, com vista para o desfile diário da rua movimentada.
Nunca falamos, nem com um simples cumprimento de cortesia. Mas quando nos olhamos, paramos mais que um segundo, e tentamos descobrir algo mais de nós, dentro do olhar. Passados os dois segundos desistimos e voltamos para a nossa tarefa, de ler e de escrever.
Aposto que quando ela me vê escrever, pensa que estou a escrever sobre ela. E às vezes é, como agora...
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Fugir de Setembro
Setembro continua a ser um mês de perdas.
O Verão leva tantas coisas, até a ilusão do amor.
Sem fazer contas exaustivas, Setembro foi o princípio do fim de muitos amores. E nem todos foram apenas de Verão.
Há um querer começar de novo, um desapego a ontem. Há o pensar que amanhã é diferente, mesmo que nunca seja...
domingo, 31 de agosto de 2014
Os Bilhetes de Papel Desaparecidos
Descobri uma caixa cheia de bilhetinhos antigos, alguns ainda da adolescência.
Nesses tempos não havia o SMS e muito menos a Internet e os e-mails.
Hoje estragam-se menos árvores, mas a magia das palavras desaparece mais rápido. A caligrafia é sempre mais romântica que as palavras de qualquer máquina...
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Nem Todas Eram de Plástico
Muitas quase que tinham selo do embrulho.
Não eram todas.
Mesmo as que eram de plástico, não eram marionetes. Era apenas uma profissão, uma questão de sobrevivência.
Olhava-as e sabia que sofriam muito mais que nós, porque a beleza feminina continua a ter muito que se lhe diga.
Pelas conversas que ia escutando, percebia que o que há mais por ai são homens que olham para mulheres como meros objectos de satisfação visual. Normalmente andam com os bolsos cheios de notas.
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segunda-feira, 28 de abril de 2014
Partiste sem te Despedir
Normalmente nós homens somos mais de partir sem nos despedirmos. Somos mais cobardes, amamos com mais distanciamento.
Só soube que tinhas partido dois dias depois, quando percebi que o teu quarto estava com os estores corridos e ninguém atendia o telefone fixo.
Contaram-me depois que te viram na estação a apanhares o comboio...
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sábado, 22 de março de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
sábado, 31 de agosto de 2013
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Continuas Vistosa e de Chapéu
Vi-te no feriado.
continuas parecida com a imagem que guardei na minha memória.
E continuas com bom gosto na escolha dos chapéus.
Pensei que o nosso reencontro pudesse ser estranho, mas não, foi quase normal.
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