quarta-feira, 21 de julho de 2021

Os Nossos Olhos Só Vêm o que Querem Ver


A esplanada do café, que noutros tempos tinha um "iman" e puxava para as suas mesas que gostava de ler, escrever, pintar ou simplesmente de olhar.



Foi a explicação que deu à companheira, quando esta começou a fazer contas e a querer "mudar" a cidade e o país.

Não, aquelas pessoas não podiam entrar em estudos sociológicos. Era bom ver naquele raio de vinte metros, entre as 16 que ocupavam as várias mesas do café, ainda com distanciamento físico,  5 a ler jornais (mesmo que fosse o único jornal que se vê ler, mais dois desportivos...), três a lerem livros, as restantes a conversar, com a excepção de uma moça, dos seus trinta e alguns anos, que sozinha na mesa, viajava dentro do seu "smartfone".

Ela abanou a cabeça, que sim, realmente era leitura a mais para um país que prefere que lhe contem as notícias, na televisão e na rádio.


domingo, 13 de junho de 2021

"Enquanto durou foi bom..."

 

Eras tudo o que eu sonhara...


Foi um Junho diferente, com santos populares em Alfama, banhos nocturnos em Cascais, passeios pedestres na Serra de Sintra, e outras coisas, melhores.

Depois fugiste... E eu percebi pela primeira vez o significado da expressão: "enquanto durou foi bom..."


quinta-feira, 20 de maio de 2021

Gosto de te ver na Varanda...

 

Não passo pela tua rua, de propósito.

O caminho é quase obrigatório, por que é o mais perto.



Mas gosto de te ver na varanda.

O dia corre logo melhor.

Não precisamos de palavras. Basta a troca de olhares.

E sim, é pouco, mas só isso, faz-me feliz...


domingo, 25 de abril de 2021

Abril é Esperança. Abril é Liberdade.

 

Abril é esperança. 

Sempre foi.



Não é por acaso que é o mês da Revolução, da Liberdade...


quinta-feira, 18 de março de 2021

O Medo, o Vazio...

 É quase bizarro, ver o café vazio.


O medo tomou conta das nossas vidas. 

Sinto falta das vozes das pessoas, do barulho das chávenas, dos passos para trás e para a frente das empregadas.

Sinto falta da confusão diária...


sábado, 20 de fevereiro de 2021

Saudades Improváveis...


 As pessoas dos bairros antigos nunca pensaram vir a sentir saudades dos turistas.



A pasmaceira tornou-se triste, o silêncio um pesadelo, as portas fechadas o princípio de qualquer fim...


sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Quase Nada para Dizer...


As ruas continuam frias e desertas, 



os candeeiros são reflexos de solidão...

A estação estava deserta. 


Eu? Fumei um cigarro antes de apanhar o último comboio...


quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

O Natal é Outra Coisa...

Se existe uma festa da família no nosso calendário, ela é o Natal.



Tantas famílias separadas por uma ameaça terrível, que continua a matar por esse mundo fora.

É por isso que quase todos querem ter uma vacina eficiente, como presente em 2021...


sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Um Inverno mais "Cavernoso"...

Este inverno que se aproxima promete ser mais frio e "cavernoso", pelas razões que todos conhecemos, e sentimos...




O curioso é existirem tantos "santinhos" que foram capazes de acreditar na redenção dos humanos. 

Tanta memória curta... Tanta gente esquecida que é nos tempos de guerra e miséria, que os ricos mais enriquecem. O mal dos outros costuma ser sempre a sua "fortuna"...


sexta-feira, 30 de outubro de 2020

O Mês Feio...

Nunca gostei de Outubro. E em 2020, ainda gosto menos...




Que falta me faz a normalidade, mesmo a de outubros passados.


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

O Setembro dos Dias Mais Curtos

 Este Setembro do vento e do encurtar dos dias, deixou-me belas memórias...


Talvez a mais doce seja a Graça, com passeios pelos campos, idas à praia quase só para nós, e um amor, quase adolescente...

Os dias ficavam mais curtos, o pôr do Sol, que nos encantava, tanto à beira-mar, como no alto do monte, com uma vista esplendorosa para o mundo que nos rodeava.

E o vento soprava mais forte, levantava-nos os cabelos e refrescava os rostos queimados pelo sol e pelo sal do mar.


terça-feira, 25 de agosto de 2020

Agosto Diferente


Este Agosto tem menos sal.




Não que fosse proibido molhar os pés no mar, mas tudo mudou à nossa volta.
Mesmo sem querermos, acabamos por acompanhar as mudanças...

Em parte foi como se voltasse à infância em que as férias tinham mais campo que mar...

Tal como tu, também li muito, sobretudo romances.